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Desobedoc 2022 - Mostra de Cinema Insubmisso

O Desobedoc está de volta, depois da suspensão ditada pela pandemia. Entre 22 e 25 de abril, no Cinema Trindade, no Porto, dá-se o pontapé de partida para a maratona de celebrações dos 50 anos da revolução que decorrem até 2026.
Dossier Desobedoc 2022 - Mostra de Cinema Insubmisso
Dossier Desobedoc 2022 - Mostra de Cinema Insubmisso

O programa, já disponível online (http://desobedoc.net) e foi apresentado na passada sexta-feira, numa conferência de imprensa com Catarina Martins, Tatiana Moutinho, Tânia Leão e Raquel Azevedo. Este ano, ele será centrado nas lutas pela independência e auto-determinação, nas mulheres que fizeram oposição ao fascismo em Portugal, nas visões críticas do império, tendo ainda sessões sobre os desertores, uma homenagem a Miguel Portas, uma sessão para crianças que é também uma evocação de Luísa Moreira e uma sessão sobre Gisberta. O programa encerra com o filme clássico “A Batalha de Argel”, que será apresentado por Jorge Campos.

Neste dossier do Esquerda, é apresentado o cineasta René Vautier, ícone do cinema militante e autor de um dos primeiros filmes contra o colonialismo, África 50, feito em 1950 e proibido em França durante 40 anos. É com esse filme que abrirá o Desobedoc, numa sessão que contará também com um documentário sobre Vautier, comentado por Amarante Abramovici e Olivier Neveux, no dia 22 de abril.

Um dos destaques desta edição do Desobedoc é a sessão em torno de Sarah Maldoror. Neste texto, Tânia Leão conta a história desta cineasta percursora, que esteve com Aimé Césaire envolvida no movimento da Negritude e que é autora de algumas das obras mais instigantes sobre o colonialismo. O Desobedoc contará com a presença da sua filha, Annouchka de Andrade, para comentar os filmes.

A edição deste ano homenageia ainda Miguel Portas. Alda de Sousa recorda, neste texto, o ativismo político e cultural do Miguel, o seu otimismo e paixão, apresentando também a sessão, que contará com um filme sobre o Sahara Ocidental e múltiplos testemunhos e que acontece no dia 24 de abril à tarde, quando passam dez anos sobre a sua morte.

O Desobedoc 2022 homenageia ainda Luísa Moreira, que é recordada neste texto de Andrea Peniche, sua amiga e camarada. O Esquerda divulga ainda um texto de Jorge Silva Melo, recentemente falecido, sobre Luísa Moreira. A sessão “O Desobedoquinho de Luisa Moreira” acontece na manhã de dia 25, com uma dezena de curtas de animação, e é apresentada neste texto.

Gisberta Salce Junior, a transexual assassinada no Porto em 2006 e que este ano viu finalmente o seu nome aprovado pela Comissão de Toponímia da cidade para dar nome a uma rua do Porto, será evocada numa sessão, apresentada neste texto de Maria Manuel Rola, com um documentário realizado durante a pandemia e uma conversa com algumas das suas amigas e ativistas LGBT da cidade.

Ike Bertels viu um documentário da BBC sobre o movimento de libertação de Moçambique, a FRELIMO, foi tocada pela imagem de 3 raparigas da guerrilha, procurou-as e filmou-as, primeiro em 1984 e novamente em 1994. A cineasta, de que publicamos uma entrevista, estará no Desobedoc para comentar “Guerrilla Grannies”.

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Neste dossier:

Dossier Desobedoc 2022 - Mostra de Cinema Insubmisso

Desobedoc 2022 - Mostra de Cinema Insubmisso

O Desobedoc está de volta, depois da suspensão ditada pela pandemia. Entre 22 e 25 de abril, no Cinema Trindade, no Porto, dá-se o pontapé de partida para a maratona de celebrações dos 50 anos da revolução que decorrem até 2026.

O que nos move, ou uma pequena história do Desobedoc

O Desobedoc volta ao lugar onde tudo começou em 2014: o Cinema Trindade, no Porto. Neste artigo, José Soeiro recorda como nasceu a ideia de uma mostra de cinema insubmisso e o caminho que fez nestes oito anos.

Monangambé

Sarah Maldoror: “guerreira das ideias”, “poeta das imagens”

‘Guerreira das ideias’, ‘poeta das imagens’ ou ‘realizadora romancista’, assim foi Sarah Maldoror e será possível apreciá-la, em todo o seu esplendor, em Monangambé e Sambizanga. As sessões serão apresentadas pela filha de Sarah Maldoror, Annouchka de Andrade. Texto de Tânia Leão

Imagem do filme “A vida à espera: Referendo e Resistência no Sahara Ocidental” (de 2015, com realização de Iara Lee)

Não desistimos de nada. Uma sessão de homenagem ao Miguel Portas

No dia 24 de abril, quando passam 10 anos sobre a sua morte, evocaremos o internacionalismo solidário do Miguel. Com a presença de Catarina Martins, Marisa Matias, José Manuel Pureza e Luísa Teotónio Pereira e com o filme “A vida à espera: Referendo e Resistência no Sahara Ocidental” de Iara Lee. Texto de Alda Sousa

Luísa Moreira (1974-2020)

Era uma menina gorda

Nunca a Luísa deitou a toalha ao chão, nem mesmo perante o pior diagnóstico do mundo. É preciso ter esperança na ciência e aguentar o corpo até que surja a cura, dizia. Talvez por esta razão, a morte nunca foi um tema de conversa muito presente, mesmo quando a realidade nos tirava o tapete e nos gritava que nós nada podíamos contra ela. Texto de Andrea Peniche

Luísa Moreira (1974-2020), de Vila do Conde: a alegria

O teatro é feito de pessoas assim, discretas, teimosas, dignas. E a Luísa Moreira foi das melhores. Texto de Jorge Silva Melo (publicado no jornal Público, 16 de Maio de 2020).

Desobedoquinho

O Desobedoquinho de Luísa Moreira (1974-2020)

Luísa Moreira foi uma entusiasta do Desobedoc e do cinema como instrumento político e cultural. A programação do Desobedoquinho que este ano apresentamos resulta de escolhas suas, feitas originalmente para o Cinema Insuflável.

O Teu nome é

O meu nome é - sessão de conversa sobre Gisberta

Gisberta, mulher trans brasileira, viveu no Porto mais de metade da sua vida e morreu nesta cidade com 45 anos. Nesta sessão de sábado 13 de abril às 00.00 passamos a curta de animação de Paulo Patrício “O meu nome é” que conta a história da Gisberta e dos seus últimos dias. 20’ sobre o preconceito, a transfobia, a pobreza e a exclusão, a que se segue um debate com ativistas trans. Texto de Maria Manuel Rola

Guerrilla Grannies

Entrevista com Ike Bertels sobre o filme “Guerrilla Grannies"

O filme “Guerrilla Grannies” passará no Desobedoc 2022 no dia 25 de abril, a partir das 17h na sala Miguel Portas e será comentado pela sua realizadora, Ike Bertels.

Africa 50 de René Vautier, França, 1950

René Vautier: referência do cinema militante e anticolonial na abertura do Desobedoc

As bobines de Afrique 50, que abrirá o Desobedoc no dia 22 de abril ao final da tarde, foram confiscadas pela polícia e esse documentário valeu a René Vautier um ano de prisão e quatro décadas de censura. Para esta sessão de abertura, contamos com a presença de Amarante Abramovici e de Olivier Neveux.

Catarina Martins na conferência de imprensa de apresentação do Desobedoc 2022 - foto esquerda.net

Desobedoc volta ao Porto com temática sobre as lutas antifascistas

Foi apresentado, nesta sexta-feira no Porto, o programa do Desobedoc 2022 – Mostra do Cinema Insubmisso, que decorrerá entre 22 e 25 de abril no cinema Trindade, terá documentários sobre as lutas antifascistas e a luta anticolonial e evocará Miguel Portas, que morreu faz 10 anos a 24 de abril.