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A autarquia não pode deixar ninguém cair

O que vem aí não será bonito e precisamos de garantir que a Câmara responde onde o Estado central não está a responder. Ninguém pode cair na rua e a fome não pode regressar a Lisboa. Está nas nossas mãos.

Lisboa vive hoje, assim como todo o país, uma crise de saúde pública transformada em crise social e económica. Não são só os infectados e os mortos que estão a ser contados, mas também aqueles que perderam parte ou todo o rendimento. Lisboa é a capital do país mas o turismo, que se evaporou da noite para o dia, era um dos grandes motores da economia da cidade. Assim, são milhares de pessoas que hoje não têm nada.

A autarquia, através do Vereador da Proteção Civil, Carlos Castro e do Vereador da Educação e dos Direitos Sociais, Manuel Grilo (Bloco de Esquerda), tem dado uma resposta muito importante. Também em articulação com a Administração Regional da Saúde, tem-se garantido aquilo que não foi possível em tantos países. Testes em larga escala, alimentação para quem perdeu tudo e locais de isolamento social para quem não tem casa.

Neste aspecto, quero destacar a resposta inédita para a população em situação de sem abrigo. Foram abertos quatro centros de acolhimento de emergência, estando outros em estudo, para garantir que se acolhia quem não tem casa para cumprir o seu confinamento. Mais de 220 pessoas estão hoje nos centros e muitas têm estado já a ser encaminhadas para soluções definitivas de alojamento, assim como soluções de emprego, essenciais para quem caiu recentemente na rua.

No entanto, não nos podemos esquecer das pessoas que perderam rendimento, mas que não tendo perdido a casa, têm sentido muita dificuldade em garantir o mais básico: alimentação. Para isso, a Câmara está a produzir nos refeitórios das escolas da cidade mais de 6 mil kits refeição por dia, que se traduzem em alimentação para todo o dia de mais de 15 mil pessoas. Além disso, algumas outras organizações continuam a fazer o seu papel, como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O que vem aí não será bonito e precisamos de garantir que a Câmara responde onde o Estado central não está a responder. Ninguém pode cair na rua e a fome não pode regressar a Lisboa. Está nas nossas mãos.

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