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Vozes dos precários dos Açores

É pela necessidade de dotar as escolas dos funcionários necessários que o Bloco exige a contratação dos trabalhadores, com base no levantamento feito pelas escolas, e que sejam criados critérios objetivos e realistas para a definição do número mínimo de funcionários.

Na passada sexta-feira (24 de janeiro), decorreu em frente ao Palácio de Santana - sede da Presidência do Governo Regional - uma manifestação.

Não é a primeira manifestação que ali decorre, sendo muitas vezes o local escolhido para a manifestação pública de descontentamento e reivindicações que se dirigem ao Governo.

Não será também a última manifestação que ali decorrerá mas esta teve uma característica que a torna um marco importante na luta pelos direitos de quem trabalha, principalmente daqueles e daquelas que, pela sua condição de enorme precariedade, têm muitíssimo menos direitos e capacidade de reivindicação do que a generalidade dos trabalhadores.

Manifestaram-se cerca de 100 trabalhadores e trabalhadoras mas que oficialmente não são assim designados. São “beneficiários de programas ocupacionais” e, nas palavras do Governo Regional, não servem para desempenhar necessidades permanentes dos serviços onde trabalham.

Mas a verdade é que são trabalhadores e trabalhadoras, neste caso, das escolas públicas dos Açores. Sem eles as escolas não poderiam abrir portas. Tenho a certeza disso. Disso têm a certeza os pais, os alunos, os professores e os colegas dos quadros desses mesmos trabalhadores.

Foram os próprios trabalhadores precários que afirmaram isso mesmo, de viva voz, e exigiram justiça. Exigiram o direito a um emprego estável que lhes garanta os mesmos direitos dos demais colegas, com quem trabalham lado a lado, desempenhando as mesmas funções.

Tive a oportunidade de estar ao lado destes trabalhadores na manifestação q

Na passada sexta-feira (24 de janeiro), decorreu em frente ao Palácio de Santana - sede da Presidência do Governo Regional - uma manifestação.

Não é a primeira manifestação que ali decorre, sendo muitas vezes o local escolhido para a manifestação pública de descontentamento e reivindicações que se dirigem ao Governo.

Não será também a última manifestação que ali decorrerá mas esta teve uma característica que a torna um marco importante na luta pelos direitos de quem trabalha, principalmente daqueles e daquelas que, pela sua condição de enorme precariedade, têm muitíssimo menos direitos e capacidade de reivindicação do que a generalidade dos trabalhadores.

Manifestaram-se cerca de 100 trabalhadores e trabalhadoras mas que oficialmente não são assim designados. São “beneficiários de programas ocupacionais” e, nas palavras do Governo Regional, não servem para desempenhar necessidades permanentes dos serviços onde trabalham.

Mas a verdade é que são trabalhadores e trabalhadoras, neste caso, das escolas públicas dos Açores. Sem eles as escolas não poderiam abrir portas. Tenho a certeza disso. Disso têm a certeza os pais, os alunos, os professores e os colegas dos quadros desses mesmos trabalhadores.

Foram os próprios trabalhadores precários que afirmaram isso mesmo, de viva voz, e exigiram justiça. Exigiram o direito a um emprego estável que lhes garanta os mesmos direitos dos demais colegas, com quem trabalham lado a lado, desempenhando as mesmas funções.

Tive a oportunidade de estar ao lado destes trabalhadores na manifestação que organizaram. Ouvi, na manifestação, muitas histórias. Histórias que contam como o carrossel da precariedade mantém pessoas durante anos - algumas durante oito anos (!!!) - a saltar de programa ocupacional em programa ocupacional sem que, no fim da linha, haja a perspetiva de um emprego estável.

Algumas destas são pessoas têm mais de 60 anos e cujas perspetivas laborais são cada vez menos positivas. Outros são jovens recém formados que só veem um futuro de precariedade e incerteza. Outros ainda são adultos que, apesar de serem essenciais para a escola onde trabalham, recebem pouco mais de 400 €, dinheiro que termina muito antes do mês chegar ao fim.

Como dizia um cartaz empunhado por uma manifestante, esses trabalhadores não têm direito a descontos para a segurança social, a subsídio de desemprego mas são responsáveis pela segurança de crianças e jovens, inclusive com necessidades educ

Na passada sexta-feira (24 de janeiro), decorreu em frente ao Palácio de Santana - sede da Presidência do Governo Regional - uma manifestação.

Não é a primeira manifestação que ali decorre, sendo muitas vezes o local escolhido para a manifestação pública de descontentamento e reivindicações que se dirigem ao Governo.

Não será também a última manifestação que ali decorrerá mas esta teve uma característica que a torna um marco importante na luta pelos direitos de quem trabalha, principalmente daqueles e daquelas que, pela sua condição de enorme precariedade, têm muitíssimo menos direitos e capacidade de reivindicação do que a generalidade dos trabalhadores.

Manifestaram-se cerca de 100 trabalhadores e trabalhadoras mas que oficialmente não são assim designados. São “beneficiários de programas ocupacionais” e, nas palavras do Governo Regional, não servem para desempenhar necessidades permanentes dos serviços onde trabalham.

Mas a verdade é que são trabalhadores e trabalhadoras, neste caso, das escolas públicas dos Açores. Sem eles as escolas não poderiam abrir portas. Tenho a certeza disso. Disso têm a certeza os pais, os alunos, os professores e os colegas dos quadros desses mesmos trabalhadores.

Foram os próprios trabalhadores precários que afirmaram isso mesmo, de viva voz, e exigiram justiça. Exigiram o direito a um emprego estável que lhes garanta os mesmos direitos dos demais colegas, com quem trabalham lado a lado, desempenhando as mesmas funções.

Tive a oportunidade de estar ao lado destes trabalhadores na manifestação que organizaram. Ouvi, na manifestação, muitas histórias. Histórias que contam como o carrossel da precariedade mantém pessoas durante anos - algumas durante oito anos (!!!) - a saltar de programa ocupacional em programa ocupacional sem que, no fim da linha, haja a perspetiva de um emprego estável.

Algumas destas são pessoas têm mais de 60 anos e cujas perspetivas laborais são cada vez menos positivas. Outros são jovens recém formados que só veem um futuro de precariedade e incerteza. Outros ainda são adultos que, apesar de serem essenciais para a escola onde trabalham, recebem pouco mais de 400 €, dinheiro que termina muito antes do mês chegar ao fim.

Como dizia um cartaz empunhado por uma manifestante, esses trabalhadores não têm direito a descontos para a segurança social, a subsídio de desemprego mas são responsáveis pela segurança de crianças e jovens, inclusive com necessidades educativas especiais.

Mas não é apenas nas escolas que esses trabalhadores são utilizados como mão de obra barata. O mesmo acontece em muitos outros serviços da administração pública. Não são apenas 100, são muitos, muitos mais.

É pela necessidade de dotar as escolas dos funcionários necessários que o Bloco exige a contratação dos trabalhadores, com base no levantamento feito pelas escolas, e que sejam criados critérios objetivos e realistas para a definição do número mínimo de funcionários.

Os trabalhadores saíram à rua e disserem o que queriam. O Bloco esteve com eles como sempre tem estado, na defesa da sua integração nos quadros, como quando propusemos um processo especial de integração, proposta chumbada pela maioria do PS. Continuaremos ao seu lado para que o seu direito ao emprego com direitos seja garantido.

ativas especiais.

Mas não é apenas nas escolas que esses trabalhadores são utilizados como mão de obra barata. O mesmo acontece em muitos outros serviços da administração pública. Não são apenas 100, são muitos, muitos mais.

É pela necessidade de dotar as escolas dos funcionários necessários que o Bloco exige a contratação dos trabalhadores, com base no levantamento feito pelas escolas, e que sejam criados critérios objetivos e realistas para a definição do número mínimo de funcionários.

Os trabalhadores saíram à rua e disserem o que queriam. O Bloco esteve com eles como sempre tem estado, na defesa da sua integração nos quadros, como quando propusemos um processo especial de integração, proposta chumbada pela maioria do PS. Continuaremos ao seu lado para que o seu direito ao emprego com direitos seja garantido.

ue organizaram. Ouvi, na manifestação, muitas histórias. Histórias que contam como o carrossel da precariedade mantém pessoas durante anos - algumas durante oito anos (!!!) - a saltar de programa ocupacional em programa ocupacional sem que, no fim da linha, haja a perspetiva de um emprego estável.

Algumas destas são pessoas têm mais de 60 anos e cujas perspetivas laborais são cada vez menos positivas. Outros são jovens recém formados que só veem um futuro de precariedade e incerteza. Outros ainda são adultos que, apesar de serem essenciais para a escola onde trabalham, recebem pouco mais de 400 €, dinheiro que termina muito antes do mês chegar ao fim.

Como dizia um cartaz empunhado por uma manifestante, esses trabalhadores não têm direito a descontos para a segurança social, a subsídio de desemprego mas são responsáveis pela segurança de crianças e jovens, inclusive com necessidades educativas especiais.

Mas não é apenas nas escolas que esses trabalhadores são utilizados como mão de obra barata. O mesmo acontece em muitos outros serviços da administração pública. Não são apenas 100, são muitos, muitos mais.

É pela necessidade de dotar as escolas dos funcionários necessários que o Bloco exige a contratação dos trabalhadores, com base no levantamento feito pelas escolas, e que sejam criados critérios objetivos e realistas para a definição do número mínimo de funcionários.

Os trabalhadores saíram à rua e disserem o que queriam. O Bloco esteve com eles como sempre tem estado, na defesa da sua integração nos quadros, como quando propusemos um processo especial de integração, proposta chumbada pela maioria do PS. Continuaremos ao seu lado para que o seu direito ao emprego com direitos seja garantido.

Sobre o/a autor(a)

Coordenador regional do Bloco de Esquerda/Açores
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