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Ana Bárbara Pedrosa

Doutorada em Literatura, investigadora, editora e linguista. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990.

Artigos do Autor(a)

2019/10/04 - 11:16am

O seu carácter (quase) documental em nada sonega o interesse e a importância de uma magistral construção literária. A literatura faz, assim, o que só ela pode fazer: dá a alguém, através de um livro, um murro no estômago, e de inquietude. Um romance corpóreo e contundente. Por Ana Bárbara Pedrosa.

2019/09/29 - 9:53am

Podia ser muito fácil, de uma janela de uma favela do Rio de Janeiro, cair no exotismo ou no pântano interior. Mas não. Daquela janela carioca, vê-se o mundo. Por Ana Bárbara Pedrosa.

2019/09/27 - 7:45pm

"Trata-se do desenvolvimento em estilo de 'paródia' de assunto histórico, com não poucas pinceladas pornográficas, à maneira de 'Natália Correia', com alusões ao povo português ou a figuras históricas com expressões de chacota e uma clara intenção de ridicularizar", pode ler-se no relatório da PIDE. Por Ana Bárbara Pedrosa.

2019/09/13 - 4:11pm

Nesta peça, Natália Correia denunciou os poderes da Igreja e a relação estabelecida entre esta e o Estado, assim como o comércio religioso. Ao mesmo tempo, o povo tem consciência do seu poder colectivo. O Estado Novo não gostou. Por Ana Bárbara Pedrosa.

2019/09/06 - 3:48pm

"Como a função destes Serviços não é de índole literária não cabe aqui a apreciação do valor literário desta obra que me parece nulo. Todavia há que assinalar as suas intenções e expressões que considero muito más.", pode ler-se no parecer da PIDE. Por Ana Bárbara Pedrosa.

2019/08/30 - 12:16pm

O Homúnculo contaria com a rápida censura, sendo de imediato apreendida, e, pasme-se, com a admiração de Salazar. No cenário, a autora denuncia ainda os pactos implícitos e explícitos entre os vários poderes que estruturavam a ditadura salazarista. Por Ana Bárbara Pedrosa.

2019/08/23 - 4:46pm

As orelhas da capa do livro faziam propaganda a dois livros proibidos. Assim, a PIDE proibiu também a circulação deste romance. Por Ana Bárbara Pedrosa.

2019/08/16 - 4:01pm

Este é um texto em que a autora apresenta uma ambiguidade entre poesia e teatro. A PIDE considerou que “o estilo irreverente e por vezes pornográfico da linguagem em frequentes passagens de algumas das quadras” obrigava à “reprovação da peça”, já que a sua “Indispensável sequência” impossibilitava “quaisquer cortes de saneamento”. Por Ana Bárbara Pedrosa.

2019/08/14 - 5:11pm

Num universo ficcional já tantas vezes comparado ao de Elena Ferrante, Rosa Ventrella explora um bairro de Bari, sul de Itália, nos anos 80. Ali, os verões são passados entre os becos e as ruelas, as crianças crescem pelas ruas, o nome de família dita o lugar social e inimigos, homens e mulheres são planetas diferentes. Por Ana Bárbara Pedrosa.

2019/08/09 - 3:38pm

Como em "Falsos Preconceitos", o romance parece inicialmente querer contrastar uma moral retrógrada portuguesa com uma França livre e moderna. Acaba por mostrar uma França imoral, perversa, desta vez palco de negócios de tráfico e redes de prostituição. Por Ana Bárbara Pedrosa.

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