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EUA: lei de reforma da saúde em debate

O cineasta e activista Michael Moore diz que a nova lei "vai encher ainda mais os bolsos das seguradoras". Uma declaração da organização Médicos para um Programa Nacional de Saúde afirma que a legislação irá incrementar ainda mais a actividade praticada pela indústria de seguros de saúde privada. Já Rose Ann DeMoro, da Associação Nacional de Enfermeiros americana, recorda que a nova lei exige que as pessoas paguem milhares de dólares do seu bolso às grandes empresas. L. Randall Wray, professor de Economia da Universidade de Missouri-Kansas City acha que havia combinações infinitas de mudanças de pequenas políticas que podiam ter sido seguidas, sem envolver as seguradoras. Mas Michael C. Behrent considera que a reforma marca uma viragem histórica. Quem são os 23 milhões que ficarão sem seguro? , questiona Mark Thoma, da MoneyWatch. A encerrar, Robert Reich, secretário do Trabalho de Bill Clinton, diz que a legislação de Obama é bastante conservadora, baseada nos republicanos, diferente do New Deal.

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Resto dossier

EUA: lei de reforma da saúde em debate

Qual o real significado da nova lei de reforma do sistema de saúde promulgada por Barack Obama a 23 de Março? O Esquerda.net reuniu um conjunto de pontos-de-vista que apresenta neste dossier.

Lei deixa 23 milhões sem seguro

Ao invés de cortar o mal pela raiz - a indústria de seguros de saúde privada guiada pelo lucro - esta legislação dispendiosa irá enriquecer e incrementar ainda mais a actividade praticada por estas empresas. Declaração da organização Médicos para um Programa Nacional de Saúde.

A votação final e o seu significado

Não acreditem em ninguém que diga que a legislação do sistema de saúde do Obama marca uma reviravolta, de volta à Great Society ou ao New Deal.

A Caminho da Reforma do Sistema de Saúde!

Esta lei, ao contrário da Segurança Social e do Medicare que alargaram o apoio público, exige que as pessoas paguem milhares de dólares do seu bolso às grandes empresas privadas, numa época em que se vive a pior crise económica desde a Grande Depressão e o desemprego em massa.

A «reforma» do seguro de saúde: será melhor do que nada?

Se queríamos mudanças progressivas em cuidados de saúde havia combinações infinitas de mudanças de pequenas políticas que podíamos ter seguido - sem envolver de forma nenhuma as seguradoras.

O significado de uma vitória

A reforma da protecção social da saúde adoptada pela Câmara dos Representantes a 21 de Março último marca uma viragem histórica. Mas de forma paradoxal.

"Quem continua a mandar são as companhias de seguros privadas"

O cineasta e activista Michael Moore diz à Democracy Now que a nova lei de reforma da saúde dos EUA "vai encher ainda mais os bolsos das seguradoras" e que não pensa que Obama "realmente acredite em cuidados de saúde universais geridos por nós, o povo."

Quem beneficia da reforma?

Apesar de terem ouvido o numero 31 milhões ser usado repetidamente a noite passada durante a discussão da legislação, a ultima estimativa CBO é que a legislação vai ampliar a cobertura do sistema de saúde a mais 32 milhões de pessoas. Quem são esses 32 milhões? E uma vez que a cobertura não é universal, quem são os 23 milhões que ficarão sem seguro?