You are here

Convicção!

O Bloco de Esquerda/Açores tem um projecto que responde aos problemas de hoje e começa a construir uma economia para o futuro desta Região.

Camaradas, Amigos e Amigas

Falta uma semana para a campanha eleitoral chegar ao fim [as eleições legislativas dos Açores realizam-se a 16 de outubro].

E todos e todas sentimos que os objetivos eleitorais a que nos propusemos estão ao nosso alcance: a conquista de grupo parlamentar e a eleição, directa, pela ilha de S. Miguel, pela primeira vez, na nossa história colectiva.

Todos e todas sentimos esta convicção, esta esperança, quando falamos com os nossos vizinhos, quando falamos com os nossos colegas de trabalho ou com nossos amigos: o Bloco vai crescer e vai crescer muito!

Falta uma semana de campanha! Com o esforço de todos e de todas, vamos à luta, pela concretização desta esperança!

Queremos ser mais fortes, na próxima Assembleia Legislativa, para continuar a servir os Açorianos e Açorianas, como o temos feito até aqui, mas ainda com mais capacidade de denunciar, de propor, de reivindicar!

Por mais pressões que nos imponham, por mais ameaças que nos façam, ninguém duvida que a voz do Bloco de Esquerda não se calará, na denúncia de situações de amiguismo ou de exploração de trabalhadores!

Não se calará, na apresentação de propostas para o futuro dos Açores!

Camaradas, Amigos  e Amigas

Como sabem, Vasco Cordeiro acusou o Bloco de ‘radicalismo’, de ‘extremismo’ e de ser uma espécie de ‘anjo vingador’.

Então, eu pergunto, aqui e agora:

- é radicalismo denunciar uma prenda de milhões de euros, mais o pagamento de propinas ad eternum, para a constituição de um colégio privado, ao mesmo tempo que o Governo Regional assume não ter dinheiro para alterar a Acção Social Escolar, em favor dos mais pobres?

- é radicalismo defender a escola pública e exigir recursos para alterar o concurso de professores contratados e precários, durante anos e anos a fio, quando o dinheiro não falta a colégios privados?

- é radicalismo denunciar que há dinheiro para dar 3 milhões de euros a uma empresa privada, mais uma renda de dez anos, renovável e, no fim, termos os tratamentos de radioterapia mais caros do país?

- é radicalismo exigir que o nosso dinheiro sirva para dignificar e respeitar os direitos dos enfermeiros, quando o Governo Regional os põe a “estagiar” à força, ou os obriga a cumprir horários diferenciados, ou lhes deve milhões de euros de requalificações em atraso?

- é radicalismo denunciar o abuso dos programas ocupacionais - no privado e no público - que abrangem cerca de 8 mil Açorianos e Açorianas?

- é radicalismo afirmar que o “ocupariado” é uma forma de escravidão que o Governo Regional confunde, deliberadamente, com caridade?

- é radicalismo apresentar, no Parlamento açoriano, uma proposta para a constituição de uma comissão (com governo, sindicatos e outras entidades) que avalie o abuso dos programas ocupacionais e imponha decência, onde sobra exploração? Proposta, aliás, liminarmente chumbada, pela maioria do Partido Socialista, numa prova provada de que tem muito a esconder, porque ‘quem não deve não teme?

Se tudo isto é ‘radicalismo’, então… Eu, radical, me confesso!

Mas a verdade é que o radicalismo não está do lado do Bloco de Esquerda. O radicalismo está do lado do Partido Socialista, que promove o amiguismo nos negócios, a quebra de direitos, a exploração de quem trabalha e a precariedade laboral, em particular, nos jovens!

Aquilo que o Governo Regional fez aos/às trabalhadores/as das IPSS’s é indigno de um Partido que se diz socialista: alterar a forma de financiamento destas instituições para se desresponsabilizar do pagamento dos ordenados dos/as trabalhadores/as, aceitando, agora, que estes sejam chantageados com propostas do tipo: é preciso baixar vencimentos e congelar diuturnidades para não haver despedimentos!

Afinal, quem é que é radical e vingativo?

Camaradas, Amigos e Amigas

O Bloco quer mais força, porque temos a certeza que o futuro do Açores pode ser próspero.

Apresentamos aos/às Açorianos/as um modelo económico, assente nas nossas riquezas endógenas: o mar e a nossa posição estratégica. Um modelo assente no conhecimento, na inovação e na tecnologia. Um modelo capaz de atrair empresas de alta tecnologia, que criem emprego qualificado e bem pago.

Porque nós queremos que os nossos jovens qualificados não abandonem os Açores e queremos que muitos outros regressem às suas ilhas.

Queremos garantir a coesão regional, através de polos de desenvolvimento, espalhados por diversas ilhas e, assim, contrariar o facto de 6 das nossas 9 ilhas estarem a perder população.

Este modelo de desenvolvimento não foi inventado, agora, para eleitor ver.

Em 2008, quando entrámos na Assembleia Legislativa, apresentámos estas ideias, para debate e avaliação. A maioria do PS (bem acompanhada por outros partidos) mandou-nos para a estratosfera! Agora, todos falam destas propostas. E ainda bem! Convém é que deixem a conversa e comecem a fazer alguma coisa de concreto.

Mas não apresentamos só propostas para o futuro. Apresentamos propostas para o imediato, no combate ao desemprego.

Um plano de requalificação urbana, pública e privada, em todas as ilhas, claramente quantificado e exequível, mas duas vezes chumbado, em sede de orçamento, pela maioria socialista.

Agora, em véspera de eleições, assinam um “planozinho”, com as autarquias, fingindo que estão a fazer o que ainda não foi feito!

Camaradas,

O programa do Bloco de Esquerda não foi feito à pressa, para estas eleições. Foi pensado, foi amadurecido. Sabemos que promove a coesão regional, que faz regressar os jovens às suas ilhas, que potencia a Universidade dos Açores para novos patamares.

Mas precisa de um governo regional que defenda os Açores, que não se contente com migalhas, que não se limite à subserviência.

Precisamos de dirigentes que não mudem de opinião, mais depressa do que mudam de camisa, sobretudo, em questões vitais para os Açores.

No debate da RTP/Açores, perante propostas de alteração ao nosso Estatuto Político-Administrativo - na defesa das nossas riquezas e do papel dos Açores, em tratados internacionais -, Vasco Cordeiro afirmou que não concordava com as propostas do Bloco porque o PS queria mais.

Vejam, hoje, a entrevista que dá ao Expresso, onde apenas diz "defendemos mais competências na área do mar, no licenciamento de diversos tipos de exploração do fundo oceânico".

Ou seja, há poucos dias atrás reclamava por ‘poder decisivo’ para a Região. Agora, já se contenta com muito menos! Como se explica este adoçar de tom? Será porque o Expresso é lido em todo o país e não apenas nos Açores?

Cá estaremos para avaliar a coerência de Vasco Cordeiro. Cá estaremos para ver se aprova as alterações ao nosso Estatuto que apresentaremos, na próxima Assembleia Legislativa. É este o desafio que lhe fazemos.

E temos mais!

O PS, na sua campanha, reconhece a ‘precariedade’, como uma chaga social que assola a nossa Região. E só este reconhecimento já é um avanço de monta!

Porque a ‘precariedade’ é uma forma de vida imposta aos/às trabalhadores/as, com contratos ao mês, ao dia, à hora, sem direitos e sem estabilidade. E nós bem sabemos que são os jovens as principais vítimas deste flagelo.

Por isso, Dr. Vasco Cordeiro, desafiamo-lo a aprovar a proposta do Bloco que exige que todas as empresas que tenham apoios públicos, sejam obrigadas a ter, nos seus quadros, 75% de trabalhadores com contratos sem termo.

Combate à precariedade – é disso que precisamos e não de conversa fiada.

Desafiamo-lo a acabar com o escândalo dos concursos públicos, na administração regional. Porque queremos transparência, isenção, igualdade de oportunidades para todos/as.

Camaradas, amigos e amigas

Há tanta coisa, nos Açores, que precisa de levar uma volta! Para isso, é preciso que o Bloco de Esquerda tenha mais força na Assembleia.

Não podemos continuar a ver a situação de pobreza em que vivem os nossos pescadores e as suas famílias, enquanto o Governo Regional e o PS impedem que o Fundopesca seja equiparado ao salário mínimo regional.

Não aceitamos que o Governo Regional se recuse a acionar os fundos europeus, para garantir rendimentos, nos meses em que os barcos não podem ir á pesca, por imposição da União Europeia. Como já aconteceu e voltará a acontecer com a quota do goraz, por exemplo.

Não podemos continuar a ouvir Sérgio Ávila, na sua sopa de números, dizer que os Açores têm o maior crescimento do PIB, enquanto a pobreza - mesmo de quem trabalha! - aumenta todos os dias.

Defendemos um aumento do “cheque pequenino”, em 15 euros mensais, medida que custa ao erário público, tanto quanto a derrapagem da escola de Ponta Garça.

Defendemos o aumento do salário mínimo nacional, em 25 euros mensais e o aumento do complemento regional, de 5% para 7,5%.

Porque há dinheiro, camaradas!

Não pode é ir sempre para os bolsos de alguns, enquanto tantos/as vivem à míngua.

Camaradas, Amigos e Amigas

O Bloco de Esquerda/Açores tem um projecto que responde aos problemas de hoje e começa a construir uma economia para o futuro desta Região.

Precisamos de dar uma volta a este estado das coisas!

Contamos com todos e todas!

No dia 16 de Outubro, atrevam-se a fazer a diferença!

Viva os Açores!

Viva o Bloco de Esquerda!

Artigo publicado em acores.bloco.org

Sobre o/a autor(a)

Dirigente do Bloco de Esquerda. Deputada à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, entre 2008 e 2018.
(...)