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A cores? A cores só a Marisa Matias!

Marisa é a cores porque representa cada uma delas, nos tons mais puros ou nos seus derivados diretos.

Um dos candidatos à presidência referiu-se a Marcelo como o “Cavaco a cores”. Naturalmente, entendo o teor da mensagem e não é meu propósito hostilizá-lo, porque o respeito, como aliás acontece com todas e todos que não partilham da minha opção.

Salvaguardado esse respeito, e por declaração de interesse e simultaneamente de desinteresse, afirmo que tenho formação artística, também na área da pintura, embora aí o meu curriculum seja mais modesto que na área da literatura.

Vou direto ao ponto: esse candidato continua a ser cinzento, mesmo na era das cores. É cinzento, porque a mistura delas todas dá cinzento! quem tenha formação nesta área sabe que sim: dá um cinzento indefinido, escuro e também obscuro.

Não adianta branquear: o cinzento sai só menos saturado, mas é sempre cinzento, mais claro ou mais escuro.

Marisa é a cores porque representa cada uma delas, nos tons mais puros ou nos seus derivados diretos.

Ela é várias cores distintas, sem essas misturas que anulam a cor e conduzem ao cinzento. Ela é todas as cores, as puras e mais algumas mas sem essas misturas excessivas que levam ao cinzento .

Ela é verde (ecologia e natureza), negra (libertária), mulher de corpo inteiro ( roxo), defensora das minorias sexuais (rosa), das lutas dos trabalhadores (vermelho).

Todos os que não gostam da indefinição, das monocromias, dos monotemáticos, dos obsessivos cinzentos, todos os que pugnam por uma sociedade ética devem ter isto em conta.

Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) dizia, por outras palavras, que a diversidade é a o segredo da beleza. O Pessoa homónimo garantia que a unidade se fazia de diversidade. Mas a diversidade só faz sentido se estiver relacionada com a unidade, de forma tal que cada parte concorra para o todo, e que o todo não dispense cada parte. Retirar a parte do todo é mutilá-lo e portanto torná-lo feio. Acrescentar algo excessivo ao todo (a tal mistura que leva ao cinzento) é uma prótese .

Marisa é a parte que faz falta ao nosso todo em alta definição: nada nela pode ser mutilado ou acrescentado. Nada em nós pode dispensar a parte colorida que ela é de todos nós!

Eu quero um futuro colorido para os meus filhos, amigas, amigos, portuguesas e portugueses. Voto nas cores, voto em Marisa.

Para afastar de vez os futuros cinzentos. Porque cinzas seremos todos, mas que seja só depois de mortos.

Sobre o/a autor(a)

Professor. Cabeça de lista do Bloco de Esquerda no círculo de Viseu, nas eleições legislativas de 2015
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