Joana Mortágua

Joana Mortágua

Deputada e dirigente do Bloco de Esquerda, licenciada em relações internacionais.

Abril não recua, em Maio continua. A história não parou e sim, são vocês, trabalhadores e trabalhadoras, que fazem a história todos os dias. Faremos história com mais salário, menos desigualdade e mais tempo para viver.

A direita ganhou e a extrema-direita está mais forte. Isso abre portas a retrocessos na igualdade, nos direitos laborais, nos serviços públicos, sabemo-lo por experiência e pela literatura. Mas estes recuos não são fatalismos que estamos condenados a aceitar, podem ser travados.

A maioria absoluta do PS escolheu privilegiar a especulação. A escolha do Bloco é o direito à habitação. Escolhemos travar os abusos e garantir casas para morar. Escolhemos tetos máximos para as rendas, diferenciados segundo a zona e a tipologia.

O deputado Pedro Nuno Santos votou contra e o candidato a líder do PS apresentou declaração de voto. O ministro diz que, afinal, poderá haver recuperação do tempo de serviço dos professores.

No Portugal dos anos 90, a Sara Tavares foi vanguarda contra a herança colonial e racista que pairava (e paira ainda) no ar do pós-25 de Abril, contra o machismo impregnado na nossa sociedade. Ninguém ficou indiferente ao impacto da Sara, musical e humano.

O encarecimento brutal da travessia fluvial pela SONAE é uma forma ardilosa de afastar os setubalenses de Tróia, restringindo-a a uma elite endinheirada. O passe desta travessia custa atualmente 92,80€ por mês. Em 2010 era 40€.

Bem sei que nem sempre é fácil conciliar posições, mas hoje temos a oportunidade de fazer história neste longo caminho que é a igualdade de género.

Mais uma vez, é tempo de repetir que a propina dói. E não dói apenas aos estudantes, dói ao país.

O Bloco de Esquerda vai propor uma auditoria às unidades do SNS para fazer um levantamento da aplicação da lei da Interrupção Voluntária da Gravidez. E, no imediato, quer que a Saúde 24 garanta o encaminhamento da mulher para a consulta e o apoio em todo o circuito.

Quem ler o texto de A.S.S. fica com a sensação de que a extrema-direita nos caiu em cima por geração espontânea, obra e graça dos ventos da história, sem responsabilidades que possam ser assacadas.