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Carros a gasolina também foram manipulados

A manipulação de emissões poluentes de carros do grupo Volkswagen ameaça atingir novas proporções depois de o ministro dos Transportes alemão, Alexander Dobrindt, ter revelado que há 98 mil carros a gasolina afetados também pelo software fraudulento.
Foto Dave Humphreys/Flickr

A juntar à lista dos 11 milhões de carros a gasóleo manipulados, surgem agora 98 mil carros a gasolina envolvidos na nova vaga do escândalo de manipulação de emissões poluentes do fabricante alemão.


Isto significa que mais de 10% dos 800 mil carros que enganaram as emissões de dióxido de carbono são movidos a gasolina. Até aqui, o escândalo estava limitado às emissões de óxido de azoto (NOx). Perante estes novos dados, o ministro já veio pedir ao fabricante alemão para rever todos os modelos fabricados.



Além dos modelos Polo, Golf e Passat que são dos mais populares da marca alemã estão também na lista deste escândalo automóveis Audi A1 e A3, Skoda Octavia, Seat Ibiza e Leon.



O fabricante alemão já tinha admitido, terça-feira, que o número de carros a gasóleo afectados por esta manipulação nas emissões de dióxido de carbono era “muito limitado”, verificando-se apenas em motorizações de 1.4 litros. Os motores de 1.6 e 2.0 litros também estão integrados nesta nova vaga.


O grupo Volkswagen estima que a nova descoberta vai custar mais dois mil milhões de euros, a juntar à provisão anterior de 6,7 mil milhões para cobrir os custos das reparações, que arrancam já em Janeiro de 2016.


Caso se confirmem falsificações e violações das regras comunitárias, a Volkswagen poderá sofrer sanções, como já ocorreu com a italiana Ferrari e a russa Avtovaz.


O ministro alemão acredita, no entanto, que seja encontrada uma solução que “não afecte os clientes”, uma vez que o desrespeito dos limites impostos nas emissões de CO2 prevê que por cada grama acima do previsto por quilómetro sejam pagos cinco euros, enquanto a emissão de dois gramas acima é sancionada com 15 euros e a de três gramas com 25 euros. De quatro gramas em diante, o valor é de 95 euros por automóvel.


A par dos modelos referidos, a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) alerta para a existência desta tecnologia manipuladora em veículos com motores de 3.0 litros, nomeadamente em modelos da Porsche e da Audi entre 2014 e 2016 – entre eles, o Porsche Cayenne e o Audi Quattro, em que os níveis de poluição podiam ser nove vezes superiores ao permitido pela lei. Apesar de a Volkswagen ter negado estas acusações, a divisão americana da Porsche decidiu suspender de forma voluntária as vendas dos modelos identificados pela EPA.

Termos relacionados Escândalo Volkswagen, Sociedade
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