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Turquia processa dirigente do Partido da Esquerda Europeia

A justiça turca acusa Maite Mola e dez ativistas turcos de insultarem o presidente Erdogan, ao abrigo da lei antiterrorista, por terem participado numa manifestação em fevereiro.
Foto Partido da Esquerda Europeia/Flickr

A lei antiterrorista foi aprovada em março com o objetivo de impedir manifestações contra o governo do partido do presidente, o AKP. A dirigente da Izquierda Unida e vice-presidente do Partido da Esquerda Europeia participou numa manifestação com milhares de peddoas em Istambul no início do ano e é agora acusada pela justiça turca por insultos ao presidente.

A justificação da acusação é uma imagem presente na manifestação em que aparece Erdogan ao lado de uma caixa de sapatos cheias de notas em moeda estrangeira. O objetivo do protesto era contestar uma lei que dava poder à polícia para prender durante 48 horas e até disparar contra pessoas com a cara parcialmente tapada ou que levantassem suspeitas de querer atacar algum edifício público.

O presidente do Partido da Esquerda Europeia enviou uma carta ao Parlamento Europeu, à Comissão e ao Conselho da Europa a pedir uma resposta pública a este processo judicial. A eurodeputada bloquista Marisa Matias, também vice-presidente do PEE, afirmou que “é absolutamente inaceitável a perseguição contra a liberdade de expressão e de manifestação levada a cabo pelas autoridades turcas”.

“O processo que abriram contra a Maite Mola por crime de 'ofensa ao presidente' por ter participado numa manifestação em Fevereiro é a mais lamentável expressão dessa vergonha”, acrescenta Marisa Matias em nota publicada no Facebook.

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