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Taxa de cobertura do subsídio de desemprego é a mais baixa desde 2001

Em 2014, apenas 53% dos desempregados inscritos nos centros de emprego recebiam prestações, segundo dados do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS). A esta realidade “não serão alheias as alterações legislativas que introduziram limites e restrições à atribuição das respetivas prestações”, realça o instituto.
Foto de Paulete Matos.

O IGFSS assinala que em 2014 existiam 639.187 desempregados registados nos centros de emprego, dos quais somente 338.482 estavam a receber subsídio de desemprego ou subsídio social de desemprego, o que equivale a 53%.

Só em 2001 a taxa de cobertura foi mais reduzida - de 52,1%). Entre 2013 e 2014, esta taxa passou de 56,1% para 53%.

“O diferencial entre o número de desempregados totais e aqueles que estão a receber prestações de desemprego reduziu-se entre 2005 e o final de 2007. Porém, a partir de 2008 o diferencial foi-se agravando, significando que um número cada vez maior de desempregados não se encontrava a receber prestações de desemprego. Este lag acentuou-se nos anos mais recentes, a que não serão alheias as alterações legislativas que introduziram limites e restrições à atribuição das respectivas prestações”, aponta o instituto no relatório da conta da Segurança Social de 2014.

Quer a redução da duração máxima do subsídio como a aplicação da “condição de recursos” no subsídio social de desemprego, e a suspensão, em 2010, de medidas temporárias assumidas no âmbito do subsídio de desemprego, contribuíram para a diminuição da taxa de cobertura.

Dados por atualizar há mais de três meses

A última atualização sobre o número de beneficiários de prestações de desemprego, que inclui também o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção e do complemento solidário para idosos, e que habitualmente é publicada todos os meses no site da Segurança Social, data de 24 de julho de 2015, e refere-se ao mês de junho.

O Jornal de Negócios adiantou que questionou o Instituto da Segurança Social sobre esta matéria, a primeira vez em finais de setembro, e a segunda já esta semana, não tendo obtido qualquer resposta.

Segundo a última atualização da Segurança Social, em junho, apenas 266.907 desempregados estavam a receber prestação.

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