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Tony Blair pede desculpas por “erros” no Iraque

Ex-primeiro ministro britânico lamenta o facto de as informações dos serviços secretos que sustentaram a decisão de invadir o Iraque em 2003 serem falsas, e admitiu que existiram erros no planeamento da operação. Blair reconhece ainda que invasão do Iraque em 2003 poderá ser a principal causa do surgimento do Estado Islâmico.
A cimeira dos Açores que decidiu a guerra. Foto By Staff Sgt. Michelle Michaud (DefenseImagery.mil, VIRIN 030316-F-1698N-007) [Public domain], via Wikimedia Commons

"Posso pedir desculpas pelo facto de as informações fornecidas pelos serviços secretos serem falsas", afirmou Tony Blair ao canal de televisão CNN.

Ainda assim, referiu ser difícil sentir necessidade de se desculpar pela queda de Saddam Hussein. "Mesmo hoje em 2015, julgo que é melhor ele não estar lá", frisou.

"Peço desculpa por alguns erros na planificação e na compreensão do que se passou depois do regime ter caído", avançou ainda, reconhecendo "elementos de verdade" na ideia de que a invasão do Iraque em 2003 é a principal causa do surgimento do Estado Islâmico.

A confissão de Tony Blair surge após 12 anos durante os quais se recusou a pedir desculpas pelo conflito. “Não vou pedir desculpa pelo conflito. Acredito que estava certo”, afirmou Tony Blair em 2004.

A confissão surge ainda uma semana depois de o The Mail on Sunday ter publicado um memorando da Casa Branca que revela pela primeira vez como Blair e Bush acordaram um “pacto de sangue” um ano antes da invasão.

Uma nota datada de 202 do secretário de Estado dos EUA Colin Powell para o presidente assinala que Blair se comprometeu secretamente a apoiar o conflito, enquanto garantia aos deputados e aos eleitores britânicos que estava a tentar encontrar uma solução diplomática.

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