You are here

Concentração em Viseu pela "libertação imediata e incondicional" de ativistas angolanos

A iniciativa, que contou com a participação de cerca de uma centena de pessoas, foi promovida por várias organizações, como a Amnistia Internacional, a Ordem dos Advogados, a associação Olho Vivo, a SOS Racismo e a Solidariedade Emigrante e pessoas a título particular.

No Rossio, foram colocados cartazes com inscrições como "Pela libertação imediata e incondicional" e "A liberdade não pede licença para existir dentro de nós".

A concentração, divulgada através do facebook, contou com uma intervenção musical e poesia. Várias pessoas quiseram tomar a palavra para condenar o atropelo aos direitos humanos por parte do governo angolano e para exigir a libertação dos ativistas, entre os quais Luaty Beirão, que se encontra em greve de fome há mais de 30 dias.

Um grupo de oito jovens cobriu o rosto com fotografias dos presos políticos angolanos e circulou pela praça. "Liberdade já" foi a palavra de ordem mais ouvida.

“Não fomos nem seremos cúmplices do vergonhoso silêncio que nos querem impor”

O Bloco de Esquerda de Viseu associou-se a esta causa. Em comunicado, os bloquistas referem que não foram nem serão “cúmplices do vergonhoso silêncio que nos querem impor”, lembrando que os ativistas angolanos “são prisioneiros políticos e de consciência e como tal devem ser imediata e incondicionalmente libertados”.

“A luta destes ativistas diz-nos respeito, porque partilhamos os valores de liberdade e solidariedade, por eles defendidos. Exigimos do Governo Português uma tomada de posição firme, sob o risco de considerarmos os seus atuais titulares cúmplices de um crime contra os valores democráticos e os direitos humanos”, lê-se no documento.

“Há que chamar os boys pelos nomes e dizer que nenhum negócio, nenhuma manigância, vale um cabelo de Luaty e seus companheiros”, acrescentam, sublinhando que “tem sido indigna a posição do governo português e do Presidente da República”, que estão “sempre dispostos a agitar o fantasma do comunismo, quando lhes convém, mas subservientes em relação a um poder cleptocrata que assim se auto-designa”.

O Bloco de Esquerda de Viseu deixou ainda o seu “eterno reconhecimento [aos ativistas angolanos] pela coragem, abnegação e generosidade que nos devolvem a esperança num mundo melhor e mais justo”. 

Termos relacionados Sociedade
(...)