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Direita espanhola teme que lhe aconteça o mesmo que à minoria PSD/CDS

A situação política portuguesa, com uma maioria de esquerda disposta a viabilizar o governo do PS, dominou as atenções no primeiro dia de trabalhos da reunião do Partido Popular Europeu (PPE), que decorre em Madrid. O PP espanhol já faz contas ao que lhe possa acontecer em dezembro se perder a maioria no parlamento.
Foto PPE/Flickr

Ao chegar à reunião do PPE, o primeiro-ministro espanhol afirmou esperar que o PSOE faça tudo para o tirar do governo se o PP vencer as eleições sem maioria, a exemplo do que aconteceu na formação dos governos regionais e das autarquias após as eleições deste ano. Com todas as sondagens para as próximas legislativas a darem o PP como vencedor, Rajoy comprometeu-se a não ser candidato a liderar o governo se não for o partido mais votado.

Referindo-se ao acordo dos partidos da maioria parlamentar de esquerda em Portugal, Rajoy disse esperar “que isso não aconteça em Espanha e que a força mais votada possa governar”. Dois altos dirigentes do PP espanhol, Gónzalez Pons e Soraya Sáenz de Santamaria, bem como o secretário-geral do PPE, António López-Istúriz, mostraram-se igualmente receosos que uma solução maioritária à esquerda possa resultar das eleições espanholas de dezembro, com PSOE, Podemos e IU a conseguirem assegurar a maioria dos deputados. "Espero que aqui não tentem este tipo de coligações”, afirmou López Istúriz.

Em defesa da minoria de direita em Portugal surgiu também o líder do PPE, Joseph Daul, denunciando uma “aliança perversa” da esquerda portuguesa para governar contra a austeridade ditada pelo partido europeu de Merkel e Schäuble. “Os partidos do PPE não pactuam com extremistas”, afirmou Daul, o mesmo eurodeputado que declarou publicamente a sua simpatia por Viktor Orbán, o primeiro-ministro húngaro, autor de várias leis contra a liberdade de expressão, as minorias étnicas e os direitos fundamentais da população da Hungria.

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