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Deputados do Bloco/Madeira solidários com Luaty

O PSD/Madeira recusou discutir o voto de solidariedade do Bloco com os ativistas angolanos detidos desde junho. Esta quarta-feira, os dois deputados bloquistas vestiram camisolas com a cara de Luaty Beirão e a frase: “Liberdade Já”. Às 18h30 há nova vigília em Lisboa e no Porto.
Roberto Almada e Rodrigo Trancoso solidários com o ativista angolano em greve da fome há 31 dias.

A Assembleia Legislativa Regional da Madeira reuniu hoje com um protesto em forma de t-shirts solidárias com Luaty Beirão, o ativista em greve de fome e os restantes 14 ativistas angolanos detidos desde junho por exercerem o seu direito à reunião e liberdade de expressão.

Roberto Almada e Rodrigo Trancoso reagiram assim à decisão da véspera, tomada pelo PSD contra as restantes bancads do parlamento madeirense, de não agendar para esta sessão o debate e votação do voto de solidariedade com os ativistas angolanos, proposyo pelo Bloco de Esquerda.

"O Bloco/Madeira estranha esta estranha aliança entre o PSD Madeira e o regime ditatorial de José Eduardo dos Santos e lamenta que não se dê a possibilidade de a Assembleia Legislativa se pronunciar em tempo útil pelos atentados em curso aos direitos humanos em Angola", reagiu o partido em comunicado, deixando ainda a questão: "Que interesses terão os grupos financeiros angolanos na região que impeçam o maior partido em ser célere na condenação destas atrocidades?".

Vigílias em Lisboa e Porto às 18h30

Esta quarta-feira Luaty Beirão cumpre o 31º dia de greve de fome e fez saber que deseja regressar ao local onde estão detidos os restantes ativistas, à espera do julgamento marcado para 16 de novembro. Luaty insiste em defender a sua libertação e a dos seus companheiros, para que possam aguardar o julgamento em liberdade.

Entretanto, o governo provincial de Angola proibiu a realização de uma manifestação de dois dias nas vésperas do julgamento, por coincidir com as datas marcadas para a comemoração dos 40 anos de independência de Angola. As duas marchas teriam como destino o palácio presidencial e o Tribunal Constitucional do país.

Em Portugal, a onda de solidariedade prossegue com duas vigílias, em Lisboa e no Porto, com início marcado para as 18h30 no Rossio e na Boavista, em frente ao Consulado de Angola, respetivamente.

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