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Rede de escolas públicas reduzida para metade desde 2000

O relatório “Educação em Números 2015”, do ministério de Nuno Crato, refere que entre 2000 e 2014 o número de escolas passou de 14.533 para 6575 estabelecimentos. Diminuição do número de professores foi bastante mais acentuada do que a do número de alunos.

Só em 2014, foram encerradas 535 escolas, assinala o relatório da Direção Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência (DGEEC). No sentido inverso, o ensino privado cresceu, passando de 2477 para 2628 escolas.

As escolas do 1º ciclo têm sido os principais alvos da redução: se no ano letico 2000/01 existiam 8434 estabelecimentos, em 2013/14 esse número desceu para 3863.

O aumento da distância entre a escola e a casa dos alunos, que penalizou essencialmente as crianças e jovens do interior, tem vindo a ditar o afastamento das famílias da vida escolar, a redução do tempo de descanso dos alunos e até mesmo a desertificação de algumas localidades.

Entre 2000/01 e 2013/14, o sistema de ensino, quer público como privado, perdeu 72 596 alunos. Para esta quebra contribuiu essencialmente, a redução de alunos no 1.º ciclo, menos cerca de 97 mil.

Neste mesmo período, saíram do sistema de ensino 34 827 professores: um por cada três alunos que o sistema perdeu. O número total de docentes passou de 155 611 para 120 784.

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