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Bloco contesta exercício da NATO em Beja

Em comunicado, a Coordenadora Distrital de Beja do Bloco de Esquerda manifestou o “profundo desagrado” pela realização de um exercício militar da NATO no Regimento de Infantaria Nº 1 de Beja entre 3 e 16 de outubro.
Foto Defence Images/Flickr

“Beja viu-se livre, no final dos anos 80, duma base aérea alemã utilizada inúmeras vezes para trânsito de armamento pela aviação dos EUA e da NATO, em particular nas crises no Médio Oriente, pondo em causa a paz e a segurança do país e da nossa região”, recordam os bloquistas.

“O povo português, já fustigado pela austeridade, dispensa jogos de guerra como o Trident Juncture 2015, um desperdício inadmissível de recursos, particularmente inoportuno durante a formação do novo governo. Portugal é, ao que parece, um país soberano, não é um protetorado da NATO”, conclui o comunicado do Bloco/Beja.

Os bloquistas defendem a dissolução da aliança militar e criticam a sua utilização como “braço armado na disputa imperial” dos EUA com a Rússia, que trouxe “enormes riscos para a paz na Ucrânia, na Síria e que podem alastrar à Turquia, ao Cáucaso e aos Balcãs”. O fracasso da estratégia da “guerra infinita” no Iraque, Afeganistão e na Líbia está hoje “patente na Síria, com o reforço dos fundamentalismos e o surgimento do ‘Estado Islâmico’”, refere ainda o comunicado.

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