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Combate à austeridade marca agenda do Bloco em Bruxelas

Catarina Martins reuniu em Bruxelas com a líder do grupo parlamentar GUE/NGL e reafirmou o empenho do Bloco para que em Portugal haja um governo que defenda o emprego, os salários e as pensões.
Marisa Matias e Catarina Martins no encontro desta quinta-feira com Gabi Zimmer

Na conferência de imprensa após o encontro com Gabi Zimmer, líder do GUE/NGL e eurodeputada alemã do Die Linke, Catarina Martins destacou a posição “muito solidária sobre a necessidade de restruturação das dívidas dos países periféricos e de políticas de estímulo económico e investimento que permitam criar emprego” que caracteriza a política do GUE/NGL.

“O Bloco faz parte de um grupo parlamentar muito abrangente no Parlamento Europeu, que tem tido posições muito claras sobre a necessidade de romper com a austeridade e de novas políticas para permitir que se ataquem problemas tão graves como o desemprego jovem, que neste momento é provavelmente das maiores crises europeias”, prosseguiu a porta-voz do Bloco, que esteve acompanhada na reunião pela eurodeputada Marisa Matias.

Um dos temas abordados no encontro foi a situação do ativista luso-angolano Luaty Beirão. “São já 25 dias de greve de fome. É um preso político em Angola cuja vida corre perigo. Considerei importante levantar o assunto junto da esquerda do Parlamento Europeu, pela necessidade de ter uma voz forte na defesa dos direitos humanos e da liberdade de expressão”, explicou a porta-voz do Bloco aos jornalistas. “Quem for cúmplice do que está a acontecer também será culpado do que vier a ocorrer”, avisou Catarina.

Questionada pelos jornalistas sobre o encontro informal que terá esta tarde com o primeiro-ministro da Grécia, à margem da reunião dos chefes de governo no Conselho Europeu, Catarina Martins sublinhou que “a posição do Bloco é conhecida: o plano de austeridade que foi imposto à Grécia é um mau plano, não o queremos para Portugal e tudo faremos para afastar esse cenário. É por isso que temos estado num processo negocial para que Portugal tenha um governo que possa proteger as pensões, os salários e o emprego. É nisso que estamos empenhados”.

Sobre o estado das relações entre o Bloco e o Syriza, Catarina classificou-as como “relações de solidariedade e de muita franqueza. Discutimos com todos os partidos que estão na Europa a lutar pela restruturação da dívida e por novas regras que permitam investimento, emprego, proteção de salários e pensões”.

Quanto à situação política portuguesa, a porta-voz do Bloco destacou que “é mesmo precisa a responsabilidade de um novo governo que defenda salários, pensões e emprego. E o Bloco de Esquerda, com a renovada confiança eleitoral que tem como terceira força política em Portugal, não faltará ao compromisso de permitir esse governo”.

“É preciso naturalmente que todos os partidos envolvidos tenham a mesma determinação na defesa do emprego, dos salários e das pensões”, concluiu Catarina.

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