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FMI diz que Portugal voltará a falhar meta do défice

No relatório sobre as perspetivas económicas mundiais, o Fundo Monetário Internacional mantém a previsão de um défice orçamental superior a 3% do PIB.
Capa do relatório do FMI sobre o estado e as previsões da economia mundial

Depois de toda a austeridade dos últimos anos, o país poderá enfrentar novo procedimento por défice excesso, com Bruxelas a impor novos cortes na despesa pública ou aumento de impostos, a confirmarem-se as previsões publicadas esta terça-feira pelo Fundo Monetário Internacional.

Nas contas da instituição sediada em Washington, o défice orçamental português em 2015 será de 3.1%. O FMI prevê que nos anos seguintes os défices se situem em 2.7% em 2016, 2.5% em 2017, 2.4% em 2018 e 2.3% em 2019 e 2020.

As previsões do Fundo estão acima das apresentadas pelo governo português em Bruxelas: 2,7% de défice em 2015, 1.8% em 2016 e uma redução progressiva até 0.2% em 2019.

Quanto ao crescimento da economia portuguesa, o FMI prevê que seja de 1.6% do PIB este ano, caindo para 1.5% em 2016. E a taxa de desemprego oficial prevista para este ano é de 12.3%, caindo um ponto percentual em 2016.

Na análise da economia mundial, o FMI prevê que o crescimento caia este ano para 3.1%, revendo em baixa (-0.2 pontos) as previsões feitas em julho. O Fundo aponta a volatilidade dos mercados financeiros, a pressão sobre as moedas, o recuo dos preços das matérias-primas e a menor afluência de capitais aos mercados emergentes como fatores que influenciam este travão no crescimento económico. E sublinha que as repercussões da desaceleração económica da China parecem ter sido maiores do que fora previsto.

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