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Bloco de Esquerda, o partido revelação

Alcançámos o maior e melhor resultado da nossa história. Após algumas quebras internas e externas que nos afetaram, tivemos a prova de que o Bloco merece a confiança que os cidadãos portugueses depositaram em todos e todas nós.

No dia 4 de outubro de 2015, Portugal foi chamado a decidir sobre aquilo que queria para o seu futuro. E fez uma escolha – mesmo sem maioria absoluta, a Coligação Portugal à Frente (PSD/CDS) foi eleita com cerca de 39% dos votos, saindo o PS de António Costa (que se autointitulava de Primeiro Ministro há um ano atrás) sem a tão aguardada e proclamada vitória e com apenas 32% dos votos; a CDU aumentou a representação parlamentar (17 deputados) e o Bloco de Esquerda foi, sem dúvida alguma, a maior revelação das Eleições Legislativas, tendo mais que duplicado o número de deputados na Assembleia da República Portuguesa (mais onze do que na anterior legislatura, ou seja, terá 19 deputados presentes no Parlamento Português), tornando-se a terceira grande força política do nosso país.

Alcançámos o maior e melhor resultado da nossa história. Após algumas quebras internas e externas que nos afetaram, tivemos a prova de que o Bloco merece a confiança que os cidadãos portugueses depositaram em todos e todas nós. Os eleitores reconheceram o nosso trabalho no que concerne à negação da austeridade desastrosa e inconstitucional que nos abalou a todos, do desemprego que arrasou gerações inteiras das famílias que cá vivem, da submissão às instituições europeias (que não são eleitas democraticamente pelos povos e que insistem em decidir sobre as nossas vidas), da falta de transparência fiscal que encobriu, durante décadas, os “Donos Disto Tudo”, da emigração de milhares de jovens que não encontraram futuro no seu país, da desvalorização dos Direitos Humanos como o Direito à Igualdade de Género, à Educação ou a cuidados de Saúde em condições; e no que respeita a outros projetos de interesse público e que não deixaram de ser abordados e defendidos mesmo que a representação parlamentar fosse reduzida – muitos deles foram aprovados e fizeram a diferença, tal como a passagem da violência no namoro a crime público.

Os portugueses sabem que nos propomos a fazer mais e melhor, sem perder tempo, pela dignidade que lhes tem sido, constantemente, retirada. Sabem que, com o Bloco, a sua voz tem mais força e pode chegar mais além.

Como dizia Helena Pinto, num comício de campanha do Bloco de Esquerda, citando um poema de Ana Hatherly: “O que é preciso é gente. / Gente com dente, / Gente que tenha dente, / Que mostre o dente. / Gente que não seja decente, / Nem docente, / Nem docemente, / Nem delicodocemente. / Gente com mente, / Com sã mente, / Que sinta que não mente, / Que sinta o dente são e a mente. / Gente que enterre o dente, / Que fira de unha e dente, / E mostre o dente potente / Ao prepotente. / O que é preciso é gente / Que atire fora com essa gente. / Essa gente dominada por essa gente / Não sente como a gente, / Não quer / ser dominada por gente / Nenhuma!"

No Bloco somos gente que quer mudar. Gente de Verdade, representada por gente de confiança como a Catarina Martins que estará lá por nós e que, juntamente com todos e todas os e as camaradas, do Norte ao Sul do país, conseguiu que o Bloco tivesse uma boa prestação durante 4 anos de trabalho intenso, quer dentro da Casa da Democracia quer na rua com as pessoas.

Fazendo uma campanha limpa e eficaz, apresentando propostas concretas que servem para resolver problemas concretos, dando atenção àqueles e àquelas, dos mais novos aos mais velhos, que nos queriam transmitir algo, mostrando determinação e coragem nos debates televisivos, percorrendo Portugal de uma ponta à outra, passando pelas Regiões Autónomas e por locais onde a emigração portuguesa sempre teve uma grande presença (como é o caso da França), o Bloco mostrou, mais uma vez, qual é a sua essência, a sua atitude e a sua génese. Porque é assim que deve ser. Porque é assim que nos apresentámos em todas as batalhas, sempre.

“Isto é tudo muito bonito, mas” ainda há muito para fazer. Por isso, não baixemos os braços – nunca o fizemos e nunca o faremos. A luta continua e estamos cá para ela.

Viva o Bloco de Esquerda! Viva Portugal!

Sobre o/a autor(a)

Estudante de Gestão na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa
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