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Duas notas sobre estas eleições

Não será por nós que uma minoria de direita governará o país, e imporá um programa de mais austeridade.

Em primeiro lugar, como não poderia deixar de ser, o resultado histórico do Bloco de Esquerda. Recorde de votos, recorde de mandatos, muito mais força. Entendemos que é um voto de confiança de quem não desistiu do país, de quem viu em nós a clareza, a vontade a e capacidade para defender o que interessa: o salário, o emprego, a dignidade.

Em segundo lugar, o que mais importa. O futuro. É claro que a direita não terá uma maioria na Assembleia da República. Esse facto acrescenta responsabilidade e sentido ao nosso mandato. Afirmamos na manhã depois das eleições o mesmo que dissemos na noite da véspera: não será por nós que uma minoria de direita governará o país, e imporá um programa de mais austeridade e empobrecimento, faça o Presidente da República o que fizer.

O tempo é de esperança e serenidade. Que todas as forças políticas saibam estar à altura do desafio.

Artigo publicado em publico.pt em 5 de outubro de 2015

Sobre o/a autor(a)

Deputada. Dirigente do Bloco de Esquerda. Economista.
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