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"Bloco não faltará à solução de um governo que rompa com a austeridade”

No centro histórico do Porto, Catarina Martins dedicou a última manhã de campanha eleitoral ao tema a reabilitação urbana. E respondeu aos apelos para a unidade da esquerda, afirmando que o Bloco foi o único partido a clarificar as condições para formar um governo que rompa com a austeridade.
Foto Paulete Matos

A visita ao centro histórico do Porto no último dia de campanha serviu para Catarina Martins sublinhar a proposta do Bloco para a reabilitação urbana, que seja feita “em nome do direito à habitação e da criação de emprego”.

O caso do centro histórico do Porto é um mau exemplo da reabilitação urbana, por ser feita “a preços de luxo”, afastando quem vive e trabalha no Porto e sem respeito pela memória e o património. “Não foi reabilitação, foi destruição para construir de novo”, resumiu a porta-voz do Bloco, defendendo que “o direito à habitação é um direito humano essencial”.

Num país com cidades que têm centros históricos degradados, população envelhecida sem condições de habitabilidade, “a reabilitação urbana é o que permite mantermos a nossa memória e a nossa cultura. Não precisamos de mais obras para fazer coisas novas, precisamos de reabilitar os centros históricos das nossas cidades”, com o objetivo de “criar emprego enquanto se reabilita, ao mesmo tempo que se garantem casas a preços que as pessoas possam pagar”.

Para Catarina Martins, “o investimento público em reabilitação urbana pode ser catalisador do investimento privado, responde às necessidades das pessoas e ajuda a reanimar a economia”. Por outro lado, o Bloco insiste numa reforma fiscal que penalize fortemente o IMI de “quem está a fazer reabilitação urbana para especular, fazendo casa que ninguém tem dinheiro para comprar, deixando-as vazias”.

“Bloco foi o único a apresentar as suas condições para um governo de esquerda: defender emprego, proteger pensões”

Questionada pelos jornalistas sobre a possibilidade de unir a esquerda para impedir a continuidade do atual governo, Catarina Martins lembrou que “o Bloco de Esquerda foi o partido que não esperou pela campanha,  pelas sondagens, pelos cenários nem pelos jogos táticos para dizer claramente o que é essencial: aqui estamos, no dia seguinte às eleições – como eu disse olhos nos olhos a António Costa – para discutir um governo que possa salvar Portugal, que possa restruturar a dívida para que a economia possa crescer. Um governo com três condições tão simples: que seja possível proteger o emprego e não se aceite mais a facilitação dos despedimentos, com o nome de conciliatório ou outro qualquer. Que se proteja as pensões, não permitindo a sua redução por via do congelamento ou por via do corte; e que não se descapitalize a Segurança Social, porque a solidariedade intergeracional é um pilar da democracia”.

“Quem vota no Bloco de Esquerda tem de ter a segurança que o seu voto é de confiança. E sabe que o o Bloco não faltará à solução de um governo que rompa com a austeridade”, prosseguiu Catarina, sublinhando que não ouviu “mais nenhum partido estabelecer as suas condições como esclareceu o Bloco”. E deixou a certeza de que “nunca um deputado ou deputada do Bloco será uma voz ou uma força para cortar pensões ou facilitar despedimentos”.

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