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Governo cortou 53 milhões na Educação Especial

A Fenprof apresentou também propostas urgentes para a Educação Especial. Em conferência de imprensa, Mário Nogueira denunciou os cortes do governo na Educação Especial, alertando que "a escola portuguesa está a ficar perigosamente discriminatória".
A Fenprof salienta também que só entre 2013 e 2014 o Governo cortou o subsídio de Educação Especial a quase 7.000 alunos e que, com docentes de Educação Especial, o ministério gasta menos 40 milhões do que há sete anos
A Fenprof salienta também que só entre 2013 e 2014 o Governo cortou o subsídio de Educação Especial a quase 7.000 alunos e que, com docentes de Educação Especial, o ministério gasta menos 40 milhões do que há sete anos

Em conferência de imprensa, a Federação Nacional de Professores (Fenprof) apresentou um estudo sobre a situação da Educação Especial na abertura do novo ano letivo 2015-2016. O estudo aponta que, entre 2011 e 2015, as verbas inscritas no Orçamento do Estado para Educação Especial baixaram 53 milhões de euros.

A Fenprof salienta também que só entre 2013 e 2014 o Governo cortou o subsídio de Educação Especial a quase 7.000 alunos e que, com docentes de Educação Especial, o ministério gasta menos 40 milhões do que há sete anos.

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, falou de situações de "preocupante segregação" nas escolas e apontou que são criadas salas de currículos alternativos que se transformam em "autênticos “depósitos” de jovens com NEE [Necessidades Educativas Especiais]."

“A discriminação do MEC vai tão longe que, no ensino secundário, no despacho de constituição e turmas, apenas admite a redução para as da via profissional. Os alunos com NEE não têm, na sua ótica, de optar pelo científico-humanístico...", salientou o dirigente da Fenprof.

Mário Nogueira realçou: "O Governo que agora cessa funções é favorável à elitização do ensino, daí que, desde cedo, sem apoios adequados, pretenda condenar os alunos com NEE a percursos alternativos ditados por inúmeros obstáculos que vão desde as metas curriculares e exames à falta de apoios e medidas adequadas".

Segundo o site da Fenprof, Ana Simões (responsável do departamento de Educação Especial da Fenprof) alertou para "as situações verdadeiramente anómalas" que se vivem em muitas escolas e agrupamentos, nomeadamente quanto ao número de alunos com NEE por docente, quanto ao número de alunos por turma (problema generalizado imposto por lei e por pressão do MEC sobre as escolas) e também quanto ao número de docentes de educação especial.

Na conferência de imprensa estiveram também José Reis, Presidente da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes, e Joaquim Cardoso (do pelouro da Educação da Associação Portuguesa de Deficientes).

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