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Moradores dos bairros sociais manifestam-se contra lei da renda apoiada

Moradores dos bairros sociais manifestaram-se em Lisboa, exigindo a suspensão da lei da renda apoiada. O Bloco de Esquerda defende no manifesto eleitoral: "Suspensão imediata do regime de renda apoiada e sua revisão de acordo com critérios de justiça social". Os moradores já se tinham manifestado em março passado contra a lei, que aumenta brutalmente as rendas e facilita os despejos.
Manifestação de moradores dos bairros sociais, em frente ao IHRU em Lisboa, 29 de setembro de 2015 – Foto de Tiago Petinga

Mais de duas centenas de pessoas, segundo a TSF, manifestaram-se nesta terça-feira em Lisboa em frente à sede do Instituto de Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), exigindo a suspensão da nova lei da renda apoiada.

A presidente do Instituto de Apoio aos Bairros Sociais (IBS), Daniela Serralha, que organizou a manifestação, disse à agência Lusa que na manifestação nacional, participaram moradores de 30 bairros sociais, de norte a sul do país, desde Guimarães, Barcelos, Almada e Setúbal.

Esta manifestação visou protestar não só contra a lei da renda apoiada, que entrou em vigor no início de março passado (ver notícia no esquerda.net), mas também contra a falta de resposta do IHRU.

Na manifestação de março passado, a deputada Helena Pinto do Bloco de Esquerda afirmou:

“Esta lei é profundamente injusta. É uma lei que não merece ver a luz do dia numa democracia e nós, aqui na Assembleia da República, batemo-nos contra esta lei. Fizemos todos os possíveis para que a lei não fosse aprovada, mas fomos de encontro ao muro da indiferença da maioria do PSD e do CDS”.

“O governo não fez obras, abandonou estes bairros à sua sorte. E de alguma forma são eles [moradores e moradoras] com as suas fracas poupanças, com o seu esforço, com o amor que têm ao local onde vivem que vão reconstruindo, vão fazendo pequenas obras. Mas estes bairros são o local onde sempre viveram, onde criaram os seus filhos, as suas filhas, e, neste momento, a nova lei da renda apoiada, que entrou em vigor no dia 1 de março, é uma lei que vem facilitar os despejos, despejos administrativos”, salientou então Helena Pinto, apontando que o Bloco continuará a bater-se “pela revogação desta lei e por uma lei justa”.

No protesto desta terça-feira, segundo a Lusa, os moradores gritaram frases como "Vítor [presidente do IHRU], ladrão, pede a tua demissão", "IHRU, quem deve aqui és tu", "obras sim aumentos não", "com esta lei mais aumentos de renda o povo não aguenta", "rendas a subir e as casas a cair", “revogação da lei 81/2014 das rendas apoiadas".

No seu manifesto eleitoral, o Bloco de Esquerda defende: "Suspensão imediata do regime de renda apoiada e sua revisão de acordo com critérios de justiça social, nomeadamente tendo em consideração o rendimento líquido e que inclua deduções específicas de acordo com critérios sociais, como sejam as pensões baixas, a situação difícil de desemprego ou pobreza, ou o incentivo à frequência escolar."

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