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“Portugal condena pessoas com deficiência a serem cidadãos de 2ª”

Catarina Martins reuniu com a Associação Portuguesa de Surdos e chamou a atenção para as políticas que impedem uma vida independente às pessoas com deficiência.
Foto Paulete Matos

As pessoas com deficiência em Portugal estão condenadas a ser cidadãs de segunda e não têm hoje as condições para viverem a plenitude na democracia, afirmou Catarina Martins no fim da visita à Associação Portuguesa de Surdos, em Lisboa. “Seja quando vão às Finanças, onde não têm tradução em língua gestual, seja na escola, onde falta apoio às crianças surdas, seja na televisão, onde faltam intérpretes”, os cidadãos surdos são afastados da democracia, acrescentou.

“Para nós, a ideia da cidadania plena passa por ser sempre garantido acesso igual” à satisfação das necessidades de cada pessoa. Por isso o Bloco trouxe à campanha a necessidade de uma Lei da Vida Independente, que apoie as pessoas com deficiência a encontrar soluções de acompanhamento e não privilegie a institucionalização destas pessoas. Se o apoio da família e das associações é importante, “qualquer solução que passa por achar que as pessoas têm que estar na dependência da família, de amigos ou de associações é uma solução que diminui sempre a cidadania”, defendeu Catarina Martins.

Para além do tema da vida independente, o programa eleitoral do Bloco defende a presença de intérpretes de Língua Gestual Portuguesa nas televisões públicas e privadas. A porta-voz do Bloco apresentou também a evolução que o partido tem feito para tornar a sua atividade acessível aos surdos, como o vídeo do programa eleitoral em Língua Gestual Portuguesa ou a presença de intérpretes nas sessões públicas, sempre que haja solicitação anterior.

Manifesto Eleitoral do Bloco de Esquerda em Linguagem Gestual

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