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"Toda a estratégia da direita falhou, hoje a direita já não tem campanha eleitoral para fazer"

Catarina Martins afirmou que o aumento do défice provocado pela resolução do BES, desmonta duas mentiras do governo de Passos Coelho. “Depois de ter dito que os sacrifícios serviam para controlar o défice, o défice está igual a 2011. Mais défice quer dizer mais dívida. Temos, portanto, um país pobre e cada vez mais endividado", salientou a porta-voz do Bloco.
Catarina Martins com Joana Mortágua pouco antes da viagem no Metro Sul do Tejo, de Cacilhas até Corroios, 23 de setembro de 2015 – Foto de João Relvas/Lusa

Catarina Martins viajou nesta quarta-feira no Metro Sul do Tejo, de Cacilhas a Corroios, acompanhada por Joana Mortágua, cabeça de lista do Bloco pelo círculo de Setúbal.

À comunicação social, a porta-voz do Bloco declarou: "Hoje é o dia em que a conta está à vista e há duas mentiras que foram desmontadas. A primeira mentira é que os sacrifícios destes quatro anos, a austeridade, dariam algum resultado nas contas públicas. Está à vista que não. Uma mentira de quatro anos e que hoje está desmoronada".

Segundo a Lusa, Catarina Martins salientou que "a segunda mentira era uma mentira de um ano", quando o governo dizia que "a resolução do BES não ia custar um tostão aos contribuintes", mentira essa que "está hoje desmontada".

"A direita não tem hoje nenhum argumento para se apresentar a estas eleições, porque depois de ter dito que os sacrifícios serviam para controlar o défice, o défice está igual a 2011. Mais défice quer dizer mais dívida. Temos, portanto, um país pobre e cada vez mais endividado", acusou Catarina Martins, sublinhando que "toda a estratégia da direita falhou, hoje a direita já não tem campanha eleitoral para fazer".

Questionada sobre a desvalorização dos dados por Passos Coelho, Catarina Martins apontou: "se o défice não fosse público e fosse privado estava nas contas dos bancos, não estava nas contas públicas".

"Eu lembro-me que também houve uma altura em que Durão Barroso dizia que os estádios também não iam custar aos portugueses, que eram um problema contabilístico. Também ouvimos sucessivos governos, tanto do PSD como do PS, dizer que as PPP [parcerias público-privadas] não eram problema nenhum, que não contavam para o défice", recordou a deputada.

A porta-voz do Bloco realçou ainda que "foram sempre as pessoas chamadas a pagar esses buracos" e já "ninguém aguenta essas mentiras de nos dizerem que quando é o sistema financeiro não conta".

"Conta. Está nas contas públicas, são as pessoas que têm de pagar", frisou Catarina Martins.

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