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Faculdade de Letras de Lisboa critica “princípios de obediência acrítica” das praxes

Numa mensagem dirigida aos novos alunos, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa frisa que “não se revê em actividades ditas ‘de acolhimento’ que configuram noções e práticas contrárias à sua matriz”. No final, refere que as praxes não são permitidas nas suas instalações.
Foto soniart/Flickr.

No email dirigido aos novos alunos assinado pelo director da FLUL, Paulo Farmhouse Alberto, e que inclui uma mensagem sobre as praxes, subscrita pela Presidente do Conselho de Escola, o Presidente do Conselho Científico e a Presidente do Conselho Pedagógico, é referido que “a Faculdade de Letras é um espaço de liberdade e a casa do pensamento”.

“Por isso, a Faculdade de Letras não se revê em actividades ditas ‘de acolhimento’ que configuram noções e práticas contrárias à sua matriz”, lê-se no documento.

“Práticas que, à luz de uma apelidada ‘tradição’ – que nunca existiu, designadamente na Universidade de Lisboa –, se baseiam em princípios de obediência acrítica a uma suposta autoridade, de legitimidade obscura numa sociedade democrática”, acrescenta a FLUL, lembrando que estas “se expressam em comportamentos que vão desde a infantilização dos estudantes recém-chegados, incorporados em grupos inorgânicos, a atitudes, no mínimo, atentatórias da dignidade pessoal”.

A Faculdade de Letras “saúda o associativismo dos estudantes”, mas destaca que “não se revê em modalidades que transmitam mensagens, explícitas ou subliminares, contrárias ao cerne do que é ser Universidade”.

No final da mensagem, os órgãos da FLUL alertam que “não são permitidas actividades das chamadas ‘praxes’ que perturbem o sossego dos alunos, professores e investigadores, nas instalações da Faculdade, incluindo o espaço que medeia entre o edifício central e o pavilhão poente, e o entorno do pavilhão poente”.

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