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Greve de professores do ensino superior nesta terça-feira

O sindicato nacional do ensino superior (Snesup) convocou greve de investigadores e docentes do ensino superior para esta terça-feira, 22 de setembro de 2015. O protesto é contra a precariedade e os cortes e pela reposição de um financiamento do Ensino Superior.
O sindicato nacional do ensino superior convocou greve de investigadores e docentes do ensino superior para esta terça-feira, 22 de setembro de 2015 - Foto asvensson/Flickr

Além da greve, o Snesup convoca também uma ação de protesto de docentes no Porto, com cerimónia de encerramento do ano letivo no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), das 11h às 13h.

Segundo comunicado do Snesup, a ação tem como objetivo “expressar o desagrado: pelos cortes no financiamento às Instituições de Ensino Superior e Ciência, que nos últimos anos têm vindo a condicionar de forma muito significativa o normal funcionamento das mesmas, degradando as condições que asseguram um ensino e investigação de qualidade; pela extrema precariedade em que muitos docentes do Ensino Superior e investigadores continuam a desenvolver a sua atividade (45% no Ensino Superior Público e 75% no Ensino Superior Privado) e pelo bloqueio das suas carreiras; bem como pela manutenção de um quadro legal e institucional que origina assimetrias inaceitáveis entre subsistemas e instituições”.

Segundo o sindicato, os docentes e investigadores defendem, entre outras reivindicações, a “reposição de um financiamento que permita o normal funcionamento das Instituições, salvaguardando a qualidade do ensino e investigação”; a “re-introdução de políticas de apoio à contratação estável”, combatendo a precarização e a “alteração e prorrogação dos regimes transitórios dos Estatutos das Carreiras dos Docentes”.

A ação convocada pelo Snesup para esta terça-feira no ISEP é uma “sessão de encerramento do ano lectivo”. Ao jornal Público, o presidente do sindicato, António Vicente, refere que se trata de uma ironia, apontando: “As coisas deviam encerrar quando não têm condições para funcionar”. António Vicente salienta que, neste momento, “não pode ser garantida a qualidade do ensino que vai ser ministrado aos alunos”.

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