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“O país não pode ficar condenado a escolher entre cortes ou cortes”

Catarina Martins diz que a proposta de cortar mil milhões em prestações sociais, que António Costa anunciou no debate na rádio com Passos Coelho, é uma resposta ao desafio que lhe fez no frente a frente televisivo.
Foto Paulete Matos.

A porta-voz do Bloco falou aos jornalistas em Guimarães, durante uma arruada do Bloco de Esquerda pelas ruas da cidade. O debate da manhã entre Passos Coelho e António Costa, com o líder do PS a revelar que pretende cortar 1000 milhões de euros nas prestações sociais, foi o mote para Catarina Martins lembrar o desafio que fez a António Costa no debate televisivo sobre disponibilidade para governar à esquerda. “Depois do silêncio avassalador de António Costa” nos dias seguintes ao debate, a declaração desta quinta-feira “responde sobre a disponibilidade do Partido Socialista. Claramente é uma disponibilidade muito virada para a direita”, concluiu Catarina Martins.

“Esta ideia de cortar as pensões e continuar a ver os pensionistas como o porquinho mealheiro dos saldos orçamentais, que é a visão da direita mas também do Partido Socialista, é uma visão de quem está sempre a puxar o país para baixo, de quem não respeita quem contribuiu toda uma vida”, concluiu.

“PSD e CDS prevêem enviar boa parte das pensões para o casino das bolsas. O PS prevê uma redução das pensões de 1660 milhões de euros por via do seu congelamento nos próximos quatro anos e prevê ainda, como hoje se mostrou, cortar mais mil milhões de euros em prestações sociais. Não é possível que o país fique condenado a escolher entre cortes ou cortes”, defendeu Catarina Martins.

“O Bloco tem dito que a Segurança Social pode ser sustentável, não cortando as pensões nem fazendo os trabalhadores pagar mais, mas sim fazendo algo tão simples como pedir uma pequena contribuição às grandes empresas, de 0.75% do seu valor acrescentado”, poupando as PME’s que garantem a maioria do emprego no país. Esta taxa “permitiria cobrir qualquer necessidade de financiamento que a Segurança Social tenha. O que o país precisa é de emprego e que as pessoas possam aqui viver”, prosseguiu a porta-voz bloquista.

“Esta ideia de cortar as pensões e continuar a ver os pensionistas como o porquinho mealheiro dos saldos orçamentais, que é a visão da direita mas também do Partido Socialista, é uma visão de quem está sempre a puxar o país para baixo, de quem não respeita quem contribuiu toda uma vida”, concluiu.

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