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Bloco em força no círculo da emigração da Europa

Nesta campanha eleitoral, o Bloco está em força no círculo eleitoral da Europa. No dia 19, Pedro Filipe Soares e Cristina Semblano debatem as propostas do Bloco para os emigrantes. Catarina Martins desloca-se a Paris no arranque da campanha.
Campanha bloquista arranca junto dos emigrantes em Paris. Foto de Paulete Matos.

Propostas do Bloco para quem emigrou

As políticas preconizadas no memorando da troika - assinado pelo PSD, PS e CDS - e zelosamente executadas por este governo, estão a expulsar do país milhares de desempregados, precários e jovens, cada vez mais qualificados, à procura de emprego, provocando uma sangria equivalente à do tempo da ditadura e da guerra colonial”, assinala o Bloco no seu manifesto pelo círculo da Europa.

Não é uma fatalidade que, no limiar do século XXI, os portugueses sejam obrigados a sair em massa de Portugal, numa desesperada luta pela sobrevivência ao mesmo tempo que privam o país das forças vivas necessárias ao crescimento sustentado da sua economia.

O estanque desta hemorragia passa pela implementação no nosso país de políticas que promovam o emprego e ponham fim às profundas desigualdades na distribuição do rendimento que forçam os mais jovens e os mais frágeis a emigrar. Todavia, e de imediato, urge criar melhores condições para aqueles que foram expulsos do país e que o governo abandona cá fora.

Para os antigos emigrantes, com particular relevo para os reformados, como para os novos emigrantes, o Bloco de Esquerda considera vital a abertura de novos postos consulares, e o reforço e/ou criação de estruturas ao nível dos postos já existentes, vocacionadas para o acolhimento, informação, apoio e acompanhamento dos nossos compatriotas; bem como a concessão de meios adequados aos funcionários consulares.

Considera igualmente o Bloco de Esquerda indispensável a inversão da política de ensino da língua portuguesa, o que passa desde já pela reposição dos horários suprimidos e a abertura de novos horários, bem como pela contratação de professores. Urge igualmente abolir a propina discriminatória e dissuasiva do acesso aos cursos de português ao pagamento da qual o Governo submeteu os emigrantes à revelia dos direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa.

O setor associativo, como expressão viva da actividade cívica, sócio-cultural, desportiva e solidária dos emigrantes e importante vector de intercâmbio com Portugal, deve ser apoiado, devendo tal apoio ser desinteressado, e dele estar ausente, qualquer intuito, por parte do governo, de se descartar, nas associações, de funções que incumbem ao Estado português.

Deve proceder-se à reposição das emissões da RDP internacional na onda curta, pois que a sua supressão definitiva, decidida pelo governo, priva os milhões de emigrantes espalhados pelo mundo do acesso à programação emitida nesta frequência, contribuindo ao mesmo tempo para a despromoção da língua portuguesa.

O governo português deve ser um actor essencial na resolução do grave problema dos emigrantes lesados do BES que confiaram ao banco o produto das economias de uma vida de trabalho e sacrifício e se vêm agora privados delas, numa situação que configura a burla e o assalto, pois que lhes foram apresentadas e propostas aplicações de capital risco como tratando-se de simples aplicações a prazo.

Como sector estratégico do país e da sua economia, e como vector de ligação a Portugal e entre si dos milhões de emigrantes portugueses espalhados pelo mundo, a transportadora aérea nacional TAP deve continuar a ser o que é, uma empresa pública ao serviço das rotas estratégicas definidas pelo País, no seu interesse, no dos seus emigrantes e no da lusofonia.

Os emigrantes dão um importante contributo económico a Portugal, bem superior ao das remessas. Mesmo assim, os números dizem muito: 3.1 mil milhões de euros, só em 2014. O Bloco de Esquerda considera nomeadamente que devem ser dadas facilidades para a transferência dos salários e reformas dos emigrantes.

Basta de pensar os emigrantes como a população descartável de que os donos de Portugal se têm servido para se servir eles próprios e abandonam como se não tivesse nada a ver com eles

Consulta o Manifesto do Bloco pelo círculo eleitoral da Europa.

Apresentação das propostas do Bloco para a emigração

Este sábado, 19 de setembro, Cristina Semblano e Pedro Filipe Soares apresentam as propostas do Bloco para o círculo da emigração da Europa, numa conferência que contará com a presença de José Barros (vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Paris), Helena Baptista (porta-voz do Movimento dos Emigrantes Lesados do BES em França) e José Cardina (vice presidente da CCPF – Confederação das Coletividades Portuguesas de França).

A sessão decorre na Sala CMAC 2, rue Jules Ferry 94 250 Gentilly RER Gentilly, linha B e Autocarro , linha 57. Consulta o evento no facebook.

Cristina Semblano debateu propostas do Bloco com outras candidaturas

No dia 15 de setembro, quarta-feira, decorreu um debate na RDP, entre os representantes das candidaturas do Bloco, que se fez representar pela sua cabeça de lista, Cristina Semblano, Portugal à Frente, PS, e CDU.

O debate pode ser ouvido através deste link.

Campanha bloquista arranca junto dos emigrantes

No primeiro dia da campanha oficial, o Bloco vai juntar-se em Paris com emigrantes portugueses que deixaram o país nos últimos anos com destino a vários países europeus

"Queremos mostrar onde é que estão as pessoas que tiveram que sair de Portugal neste êxodo nos últimos quatro anos e mostrar que, para que o país seja viável, é necessário arranjar condições para as pessoas não saírem de Portugal e para estas voltarem", afirmou o diretor de campanha do Bloco à agência Lusa.

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