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Bloco quer proteger produtores e “pôr a grande distribuição no lugar”

Catarina Martins visitou a Cooperativa Agrícola do Távora, em Moimenta da Beira, não muito longe do concelho onde Passos Coelho escolheu elogiar Dias Loureiro como modelo de empresário.
Foto Paulete Matos.

“Há pouco tempo, a 25 quilómetros daqui, Pedro Passos Coelho disse que o seu exemplo de empresário era Dias Loureiro. É a sua escolha. O Bloco de Esquerda veio a uma cooperativa que apoia agricultores que têm inovação, têm emprego com salários em dia e quer fazer melhor para Portugal. Cada um escolhe o que quer”, afirmou Catarina Martins em resposta aos jornalistas sobre as declarações de Passos Coelho, que diz agora não querer voltar a ouvir falar do BPN e de Dias Loureiro.

Catarina Martins criticou a ausência de vontade do governo em definir uma estratégia pública de investimento. “Quando vimos ao terreno falar com quem sabe, sabemos que é mesmo precisa uma estratégia pública”, prosseguiu a porta-voz do Bloco, defendendo “uma estratégia para que o emprego não seja sazonal e possa haver rendimento, pondo a grande distribuição no lugar, e protegendo a cadeia de valor da fileira de cada uma das produções”.

“Quando abandonamos o interior, tornamos a vida muito mais difícil aos produtores. Não podemos continuar a ter projetos para a agricultura que são desenhados em folhas de excel sem compreenderem as especificidades e todo o imprevisto a que a atividade agrícola está naturalmente sujeita”, acrescentou Catarina Martins no final da visita à cooperativa do Távora, que comercializa vinho e fruta, é a terceira maior empregadora da região e dá emprego a cerca de 70 pessoas.

“Novo Banco, mentiras velhas”

Para Catarina Martins, o anúncio do Banco de Portugal sobre o fracasso das negociações para vender o Novo Banco, adiando o problema para depois das eleições, “é uma trapalhada gigantesca em que o governo meteu o país e que está a custar milhões aos contribuintes”. “O Banco de Portugal está a fazer o serviço sujo do Governo”, acusou a porta-voz do Bloco, acrescentando que talvez se perceba agora melhor que os mesmos deputados do PSD que criticaram Carlos Costa na Comissão de Inquérito ao BES tenham apoiado em seguida a sua recondução no cargo.

“Pode falar-se em Novo Banco, mentiras velhas: dizem-nos que não ia custar dinheiro aos contribuintes, e claro que vai custar e muito. Dizem-nos que é o Banco de Portugal que toma todas as decisões, mas é claro que o governo é corresponsável por todas as decisões”, prosseguiu Catarina Martins, recordando que Passos Coelho até comenta as decisões do Banco de Portugal antes deste as anunciar.

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