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Bloco propõe bolsa de manuais escolares

Numa ação de campanha em Lisboa, Catarina Martins juntou-se a um grupo de pais para denunciar o “assalto às famílias” no preço dos manuais escolares e a responsabilidade do governo no não cumprimento da lei.
Foto Paulete Matos.

A ação de campanha (ver vídeo) juntou em Lisboa um grupo de pais acompanhados dos manuais escolares que são obrigados a adquirir este ano. “Nós vemos manuais que custam mais de 30 ou 40 euros, temos aqui um que custa mais de 50 euros. Nós temos famílias que estão a gastar um salário inteiro com manuais e com material escolar”, denunciou a porta-voz do Bloco.

“O preço da educação é incomportável para tantas famílias e nestes quatro anos a situação agravou-se por três vias”, explicou Catarina Martins. Por um lado, porque tudo o que são materiais escolares para lá dos manuais não têm dedução no IRS; em segundo lugar, o preço dos manuais aumentou 10% nestes anos, “o que é um grande negócio para as editoras, com prejuízo das famílias”.

“Mas agravou-se também porque a lei dos manuais não poderem ser atualizados durante seis anos não é cumprida de forma nenhuma e o governo é o primeiro a incumpri-la. Conseguiu em três anos sucessivos alterar sempre as metas curriculares. E portanto um livro nunca chega para o ano seguinte. É um assalto às famílias”, resumiu Catarina Martins.

“Nenhum ano letivo fica em menos de 250 euros em manuais e nalguns anos letivos fica a mais de 500 euros, isto é impossível para famílias com vários filhos”, sublinhou a porta-voz do Bloco, lembrando que Portugal é também dos poucos países da União Europeia “em que uma criança paga o mesmo que um adulto no passe do autocarro”.

Bolsa de manuais escolares é uma necessidade urgente

Com esta ação de campanha, o Bloco de Esquerda pretendeu mostrar que a situação “não tem de ser assim: o ensino pode ser gratuito e o Bloco tem a proposta da bolsa de manuais escolares, que funciona nos Estados Unidos e em muitos países europeus. É uma proposta que permite que as crianças tenham acesso aos manuais gratuitamente. Talvez não seja uma proposta tão boa para as grandes editoras, mas é a proposta que as famílias precisam. As bolsas de manuais escolares podem significar uma mudança muito grande no sentido do acesso à escola”, defendeu Catarina Martins.

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