You are here

Médicos de família acusam governo de querer “iludir as pessoas”

Profissionais opõem-se à proposta de projeto de lei do governo para aumentar o número de utentes acompanhados por cada médico de família. Medida "não é razoável porque, com o aumento de consultas diárias corre-se o risco de má prática, e será inconsequente na redução esperada”, defendem.
Foto de Paulete Matos.

Durante o II Fórum Médico de Medicina Geral e Familiar (MGF), promovido pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), e no qual foi debatida "A evolução da reforma dos CSP -- dimensão da lista de utentes do médico de família", os representantes de diversas organizações médicas manifestaram a sua oposição à proposta do Governo Contactado.

Segundo o presidente da APMGF, a posição destes profissionais vai ser dado a conhecer em carta ao Ministério da Saúde, "antes que o projeto de lei vá a Conselho de Ministros".

Para Rui Nogueira, a proposta "não é razoável porque, com o aumento de consultas diárias corre-se o risco de má prática, e será inconsequente na redução esperada, iludindo as pessoas".

"Não é possível aumentar mais o número de consultas quando os médicos já estão muito acima do padrão", acrescentou.

Na opinião do presidente da APMGF, só o aumento do número de unidades e de médicos poderá reduzir os 1,2 milhões de utentes que em Portugal não têm atualmente médico de família.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Sociedade
(...)