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150 milhões fizeram greve geral na Índia

Sindicatos contestam as alterações à legislação laboral que o governo de Narendra Modi quer aplicar, acusando-as de facilitar os despedimentos e atacar o emprego. Foi a maior greve desde há dois anos.
Os sindicatos acusam o governo de ameaçar o emprego. Foto de K.R.Deepak
Os sindicatos acusam o governo de ameaçar o emprego. Foto de K.R.Deepak

Na quarta-feira, o sistema financeiro paralisou e uma poderosa greve geral envolveu minas, fábricas, construção civil e transportes. “A greve foi magnífica”, disse o secretário do Congresso dos Sindicatos de Toda a Índia, Gurudas Dasgupta, estimando que participaram mais de 150 milhões de trabalhadores.

Foi a primeira prova de força entre os sindicatos e o primeiro-ministro Narendra Modi, que assumiu a chefia do governo no ano passado.

Foi a primeira prova de força entre os sindicatos e o primeiro-ministro Narendra Modi, que assumiu a chefia do governo no ano passado.

Legislação antilaboral

Os sindicatos contestam as reformas na legislação laboral que Narendra Modi quer aplicar, com o argumento de atrair o investimento estrangeiro para o país. O governo afirma que é preciso simplificar as leis laborais, que vêm dos tempos da dominação colonial britânica. Mas os sindicatos acusam o governo de ameaçar o emprego, promovendo o encerramento de fábricas improdutivas e facilitando os despedimentos.

A greve foi pacífica na maior parte das cidades, mas houve confrontos entre a polícia e ativistas em vários locais do estado de West Bengal. Cerca de 200 pessoas foram presas neste estado.

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