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UTAO alerta para probabilidade de nova derrapagem do défice

Segundo estima a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), o défice orçamental ficou nos 4,9% do PIB no primeiro semestre deste ano. Técnicos advertem que esta evolução do défice orçamental "evidencia riscos para o cumprimento do objetivo definido para o conjunto do ano”.
Foto José Sena Goulão/Lusa

Na sua nota sobre a execução orçamental até julho, citada pela agência Lusa, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que, em contabilidade nacional (a que conta para Bruxelas), "o défice das administrações públicas se tenha situado entre os 4,4% e os 5,4% do PIB [Produto Interno Bruto] no primeiro semestre de 2015", ascendendo o valor central da estimativa a um défice de 4,9% do PIB.

Esta evolução do défice orçamental "evidencia riscos” para o cumprimento do “objectivo anual de 2,7% do PIB" fixado pelo Governo, alerta a UTAO.

"Para alcançar a meta anual definida para 2015, seria necessário que no segundo semestre o défice orçamental não excedesse 0,7% do PIB, ou 1,0% do PIB em termos ajustados, um desempenho orçamental que se afigura particularmente exigente e que não encontra paralelo nos resultados orçamentais alcançados em anos anteriores", destacam os técnicos.

A UTAO alerta também que "este resultado teria de ser alcançado num período em que ocorre uma mudança de ciclo legislativo, o que por si só tende a constituir um factor de incerteza acrescida em torno do desempenho orçamental por comparação com outros períodos".

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