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Negociação da venda do Novo Banco agora é com a Fosun

Depois do fracasso das conversações com a Anbang, o presidente do Banco de Portugal, Carlos Costa, decidiu negociar com a Fosun, também chinesa, que já é dona da Fidelidade. Decisão surpreendeu, porque se esperava que a segunda oferta fosse da norte-americana Apollo.
Depois da Anbang, negociação é com a Fosun, mas ainda pode ser com a Apollo. Foto de Paulete Matos
Depois da Anbang, negociação é com a Fosun, mas ainda pode ser com a Apollo. Foto de Paulete Matos

"O Banco de Portugal informa que terminou ontem o período de negociação com o potencial comprador que havia sido selecionado para a Fase IV do procedimento relativo à alienação do Novo Banco", indica o comunicado publicado pouco depois das 11h de 1 de Setembro, encerrado o prazo para as negociações diretas entre o Banco de Portugal e o primeiro qualificado para ficar com a instituição financeira, os chineses da Anbang.

"Por não ter sido alcançado um acordo, o Banco de Portugal decidiu hoje terminar aquelas negociações e convidar para negociações, no âmbito da Fase IV, o potencial comprador que apresentou, na fase anterior, a proposta qualificada em segundo lugar", prossegue ainda o mesmo comunicado.

Esta resolução do BES terá elevados custos para o país

Mariana Mortágua: "vai haver muitos custos para os contribuintes, tal como disse o Bloco". Foto de Paulete Matos

Mariana Mortágua: "vai haver muitos custos para os contribuintes, tal como disse o Bloco". Foto de Paulete Matos

Em reação ao anúncio de Carlos Costa, a deputada Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, afirmou que a oferta da Anbang, que era considerada a melhor, “já implicaria em perdas na ordem dos 2.000 milhões de euros para os cofres públicos. Passámos agora para uma segunda oferta, que mais dúvidas ainda nos traz sobre o montante da perda”.

Mariana Mortágua avançou duas conclusões breves, mas que considerou elucidativas de todo o processo.

“A primeira é: não é verdade aquilo que o primeiro-ministro e a ministra das Finanças disseram ao país há um ano. Não é verdade que a resolução do BES não tenha um cêntimo de custos para o país. Como se viu, vai haver muitos custos que se aproximam mais dos 2.000 milhões de euros do que dos zero euros. Nós dissemo-lo na altura e tínhamos razão. Esta resolução do BES terá elevados custos para o país”.

Como se viu, vai haver muitos custos que se aproximam mais dos 2.000 milhões de euros do que dos zero euros. Nós dissemo-lo na altura e tínhamos razão.

A segunda conclusão é que “a estratégia que o governo tomou de uma venda apressada do Novo Banco era uma estratégia errada”, adiantou a economista. “O Novo Banco desvalorizou, haverá custos para os contribuintes”. E concluiu:

“É lamentável que depois de mais uma vez pagarmos a falência de um banco, quando ainda estamos a pagar a falência de outros bancos – o BPP, BPN – já estamos a acrescentar mais estes milhões à fatura”.

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