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“Um governo de falas-barato que vendem tudo”

Em visita à Valorsul, em Loures, Catarina Martins acusa o governo de pôr o país em liquidação total.
Oliveira de Figueira, personagem que aparece em várias histórias de Banda Desenhada do Tintim, é um fala barato que vende tudo. Paulo Portas comparou-se a ele.
Oliveira de Figueira, personagem que aparece em várias histórias de Banda Desenhada do Tintim, é um fala barato que vende tudo. Paulo Portas comparou-se a ele.

Catarina Martins visitou esta terça-feira as instalações da central de incineração da Valorsul, situada em São João da Talha, Loures. A Valorsul é responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos sólidos urbanos de 19 municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da zona Oeste, e é mais uma empresa que o governo quer privatizar, com a de alienação de 100% do capital estatal da Empresa Geral de Fomento (EGF), responsável pela recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos urbanos, através de 11 sistemas multimunicipais de norte a sul do país, entre eles a Valorsul.

Catarina Martins destacou que a Valorsul “tem uma situação financeira estável”,

“tem investimento e inovação que a transformam numa das melhores empresas da Europa”, acusando o Estado de pretender agora vendê-la “por tuta e meia”.

Fala barato que vende tudo

A candidata do Bloco de Esquerda respondeu a Paulo Portas, que se gabou de ser uma personagem cómica do Tintim. Ora essa personagem, Oliveira de Figueira, esclareceu Catarina Martins, é usada para ridicularizar os portugueses, uma personagem apresentada como fala barato que vende tudo.

Essa personagem a quem Paulo Portas se comparou, Oliveira de Figueira, é usada para ridicularizar os portugueses, uma personagem apresentada como fala barato que vende tudo.

“É muito trágico quando o governo português é um governo de falas-barato que vendem tudo”, disse a porta-voz do Bloco de Esquerda. “Achamos que é essencial neste momento parar as privatizações, porque um governo não se vende, não se pode vender. Esta privatização tem de ser parada, como têm de ser paradas a concessão por ajuste direto dos transportes coletivos do Porto. É preciso rapidamente travar um governo que acha que o país está em liquidação total e quer fazer todas as negociatas antes de chegar ao final do mandato, porque sabe que vai perder as eleições”.

Dois frangos

Sobre as estatísticas do emprego, a porta-voz do Bloco de Esquerda ironizou: “Há aquela estatística que diz assim: 'há dois frangos e duas pessoas e a estatística diz que há um frango por pessoa', mas depois uma delas comeu os dois frangos e a outra ficou sem nada”.

Para Catarina Martins, “as estatísticas do governo em Portugal são também assim – são estatísticas que mascaram o que está a acontecer ao país. E um país que não tenha emprego e não tenha salários dignos, mesmo que nos digam que está a crescer, de facto o que está a fazer é permitir o enriquecimento de uns poucos à conta de muitos, e isso não é tolerável, e isso as pessoas sentem na sua vida e sabem que é mesmo assim que está a acontecer”.

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