You are here

“PSD e PS fazem discurso do medo a qualquer alternativa”

Pedro Filipe Soares acusa a coligação de direita e o PS de basearem as suas campanhas no agitar da “bandeira do medo”, enquanto prometem cortar salários e pensões. O Bloco contrapõe a “proposta positiva” da restruturação da dívida, que liberta recursos para a economia e o emprego.
Pedro Filipe Soares numa ação de campanha em Lisboa.

“Sem a restruturação da dívida, é a sangria do país que será a prioridade do Orçamento de Estado”, afirmou o líder parlamentar bloquista à margem do primeiro dia do Fórum Socialismo, que se realiza este fim de semana no Porto.

“As pessoas devem ser a prioridade do OE e não os credores financeiros”, defendeu Pedro Filipe Soares, acrescentando que a restruturação da dívida “permite uma melhoria do OE para responder quer aos cuidados de saúde, quer à Segurança Social  e à Educação; garante que não é preciso cortar mais salários, garante uma redução do peso fiscal e isso permite à economia respirar e criar emprego”.

“Essas são as alternativas positivas que temos para apresentar face às escolhas negativas de medo” que o PS e a coligação PSD/CDS apresentam na campanha para as eleições de 4 de outubro, “uma vez que ambos prometem cortar salários e ambos prometem ter os impostos nos valores mais elevados de sempre".

“Quem agita a bandeira do medo fá-lo para se legitimar a si próprio como o menor dos males”, concluiu Pedro Filipe Soares.

"A ideia que existe da parte da maioria é o medo a todas as alternativas que não as suas escolhas. Do lado do PS é o medo de que a maioria continue no poder”, prosseguiu Pedro Filipe Soares. Na opinião do líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Passos Coelho e Paulo Portas centram a sua campanha no medo do PS – “atenção porque vêm aí aqueles que já estiveram e trouxeram a bancarrota” –, no medo da Grécia – “atenção porque se nós não fizermos isto acontece-nos o que aconteceu à Grécia” – e no medo de qualquer alternativa à sua ordem instituída – “atenção, se mexerem aqui nós não vamos ter qualquer futuro".

Por seu lado, o PS que "dizia que era inconstitucional cortar salários, que dizia que não havia outra alternativa que não pagar salários e pensões, é o mesmo PS que agora diz que vai cortar salários pelo menos durante dois anos". “Quem agita a bandeira do medo fá-lo para se legitimar a si próprio como o menor dos males”, concluiu Pedro Filipe Soares.

Termos relacionados legislativas 2015, Política
(...)