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Neonazis atacam centro de refugiados na Alemanha

A cidade de Heidenau, no leste alemão, foi palco de ataques violentos contra o centro de acolhimento de refugiados no fim de semana. Mais de 30 polícias ficaram feridos durante os confrontos.
Polícia montou cordão de segurança à volta do centro de acolhimento e foi recebida com pedras e petardos pelos neonazis.

As noites de sexta e sábado foram marcadas por ataques de neonazis com pedras, garrafas e petardos. A polícia montou um cordão de segurança em redor do antigo armazém que servirá de abrigo a 600 refugiados nesta cidade perto de Dresden.

O presidente da Câmara, Jürgen Opitz, apelou à população de Heidenau, uma pequena cidade de 16 mil habitantes, que demonstrem a sua solidariedade com os refugiados. No domingo à tarde, algumas centenas de antifascistas manifestaram-se junto ao centro de acolhimento, e o autarca sofreu ameaças.

Angela Merkel não reagiu publicamente no fim de semana, mas o seu vice-chanceler Sigmar Gabriel anunciou uma visita à cidade esta segunda-feira, a pedido do autarca, enquanto o ministro do Interior, Thomas de Maiziere, prometeu aplicar “a força total da lei” contra a violência dos neonazis.

Após uma chuva de críticas ao silêncio da chanceler alemã, o porta-voz do governo de Berlim veio declarar que "a chanceler e todo o governo condenam da forma mais enérgica possível a violência e a atmosfera agressiva contra os estrangeiros". Steffen Seibert acrescentou que "é repugnante a forma como os ultradireitistas e os neonazis tentam difundir a sua mensagem de ódio junto aos centros de refugiados".

O líder do sindicato alemão da polícia alertou para o crescimento do terrorismo neonazi na Alemanha, numa altura em que o país se prepara para acolher 800 mil refugiados este ano. Por seu lado, a co-presidente do Die Linke, Katja Kipping, afirmou que “caiu a máscara” ao movimento Pegida, que até aqui beneficiou da tolerância e silêncio da direita alemã, ao mesmo tempo que criticou a polícia por estar mais preocupada com as manifestações antifascistas do que com os bandos nazis.

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