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Feriados: “Todos os dias retirados devem ser repostos”

Catarina Martins diz que a promessa do PS de repor os feriados de 5 de outubro e 1 de dezembro arrisca-se a ser “conversa que se esvai no dia a seguir às eleições”. O Bloco defende a reposição dos quatro feriados e dos três dias de férias retirados pelo atual governo.
Catarina Martins na Fatacil. Foto Paulete Matos

“As propostas políticas têm de ser sérias”, defendeu a porta-voz do Bloco este domingo na Fatacil, questionada pelos jornalistas sobre a intenção do PS vir a propor a reposição dos feriados do 5 de outubro e 1 de dezembro após as eleições.

“As pessoas em Portugal trabalham hoje mais sete dias à borla, e o que o Bloco defende é que essa semana seja devolvida. Não é um feriado: são 4 feriados e 3 dias de férias que foram roubados e têm de ser devolvidos”, sublinhou Catarina Martins, acrescentando que proposta do PS se arrisca a ser uma “conversa que se esvai no dia a seguir às eleições, como os portugueses bem sabem, porque foi assim nos últimos 30 anos”.

“Debates foram marcados e vamos a todos. Assunto encerrado.”

Catarina Martins falou ainda da polémica dos debates televisivos, com o PSD a ameaçar recuar no acordo feito há semanas com as televisões e os restantes partidos sobre o debate entre as quatro candidaturas. “O debate que tem existido sobre os debates é absurdo e por nós está encerrado”, afirma Catarina Martins, dizendo que as datas já foram marcadas e o Bloco aceitou todos os debates que foram propostos. “O PSD escreveu a lei, aprovou a lei e concordou com o debate entre as quatro candidaturas na reunião com as televisões”, marcado para o dia 22 de setembro.

Para a porta-voz do Bloco, PSD e CDS  estão agora “a arranjar uma desculpa esfarrapada para fugir ao debate, porque têm dificuldade em explicar as mentiras que andam a dizer ao país”.

“Há condições para uma alternativa e o Bloco está disponível para a fazer crescer”

A porta-voz do Bloco falou ainda da necessidade das eleições traduzirem um aumento do apoio a quem defende uma alternativa à austeridade. “É preciso em Portugal uma força política crescente contra a austeridade e o Bloco está disponível para fazer crescer essa força. Mas são as pessoas no dia 4 de outubro que escolhem e decidem quais as condições de uma alternativa à austeridade”.

“Nas últimas eleições, uma parte significativa optou por não votar. Foi uma minoria dos votos que escolheu uma Assembleia da República com 90% de deputados do centrão da política e dos negócios”, prosseguiu Catarina Martins. Por aqui se vê como “há tanta possibilidade de mudar e criar novas forças alternativas que possam governar”, defendeu a porta-voz do Bloco, garantindo que “o Bloco tem toda a disponibilidade para o fazer”.

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