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“Nunca nenhum governo aumentou tanto a dívida pública como o governo PSD/CDS”

Catarina Martins afirmou neste sábado que “quem quer viver com dignidade no nosso país sabe que PSD e CDS estão no avesso de qualquer dignidade” e apontou que nestas eleições há dois caminhos: ou aceitar que “a austeridade é o caminho”, podendo escolher a coligação de direita ou o PS, ou “queremos alternativa à austeridade”.
“Os estagiários são os novos 'sem-direitos' do nosso país” afirmou Catarina Martins no comício do Bloco de Esquerda em Monte Gordo, neste sábado 22 de agosto - Foto de Paulete Matos

O Bloco de Esquerda realizou neste sábado um comício em Monte Gordo, onde intervieram Catarina Martins, Mariana Mortágua, João Vasconcelos (cabeça de lista do Bloco pelo círculo de Faro) e José Dourado de Vila Real de Santo António.

Os estagiários são os novos 'sem-direitos' do nosso país”

“Nos últimos quatro anos, em cada mês que passa 10 mil pessoas abandonaram o país. A cada dia que passa há 220 contratos de trabalho que acabaram, 220 pessoas que perdem contrato de trabalho e não o voltam a ter. A cada hora que passa o nosso país endivida-se em mais um milhão e meio de euros”, começou por denunciar a porta-voz do Bloco, sublinhando que “nunca nenhum governo aumentou tanto a dívida pública na democracia portuguesa como o governo PSD/CDS”.

Catarina Martins acusou também Passos Coelho e Paulo Portas de não fazerem investimento público e dizerem que o Estado não cria emprego, mas porem o IEFP a “gastar milhões de euros” para “pôr as pessoas a trabalhar em estágios para receberem uma miséria e as empresas não terem que pagar quase nada”.

“Os estagiários são os novos 'sem-direitos' do nosso país. Não têm direito nem a um contrato de trabalho, nem a subsídio de desemprego quando o estágio acaba” afirmou Catarina Martins, responsabilizando o governo por essa política.

“Quem não fez nada do que prometeu, quem hoje falha até quando fala sobre a realidade do país não merece nenhum crédito” afirmou Catarina Martins, considerando que “quem quer viver com dignidade no nosso país sabe que PSD e CDS estão no avesso de qualquer dignidade”.

“Nestas eleições há dois caminhos: ou aceitamos que a austeridade é o caminho, e podemos estar fartos de PSD e CDS e pensar em escolher talvez a austeridade do partido socialista, ou queremos a alternativa à austeridade”, apontou Catarina Martins.

A porta-voz do Bloco criticou as propostas do PS, considerando que “a ideia do PS para aliviar a austeridade é em tudo parecida com a maldita ideia das PPP”. “A ideia de agora cortar na TSU dos trabalhadores para perderem depois nas pensões é a mesma falta de coragem é a mesma manutenção da austeridade é o mesmo empurrar os problemas com a barriga”, sublinhou a deputada.

“O Bloco de Esquerda apresenta uma outra via e a via é simples: o dinheiro não voou, Portugal não é um país de pessoas que não trabalhem ou que não sejam solidárias” afirmou Catarina Martins defendendo uma reforma fiscal.

O problema não é haver dinheiro é como está distribuído”

Mariana Mortágua considerou que a situação em Portugal nos últimos vinte anos lhe lembra o “jogo do preferias”, em que as alternativas são semelhantes, “a austeridade do PSD ou a do PS”, e afirmou: “A política não é o jogo do preferias, somos nós que fazemos as regras”.

“Não havia dinheiro, mas houve sempre dinheiro para os bancos”, acusou a cabeça de lista do Bloco por Lisboa e questionou “quanto custa ao país tanta gente desempregada?”

Mariana Mortágua defendeu que “o problema não é haver dinheiro é como está distribuído” e apontou medidas diferentes: “Ir buscar dinheiro à dívida e aos juros especulativos. Taxar os mais ricos, as PPP, os lucros da EDP [mil milhões de euros por ano], os mercados financeiros e colocar o dinheiro onde faz falta”.

A concluir, Mariana Mortágua afirmou: “No dia 4 de outubro, quando vos perguntarem: Preferias a austeridade do PS ou preferias a austeridade do PSD? Respondam: Nenhum dos dois. Preferia direitos, preferia coragem, preferia um projeto diferente. Eu prefiro Bloco de Esquerda”.

Retorno à gestão democrática das escolas”

João Vasconcelos denunciou as dificuldades por que passa a Escola Pública com a política de Nuno Crato e apresentou propostas do Bloco.

“O Bloco propõe acabar com os megaagrupamentos escolares e haver um retorno à gestão democrática das escolas, onde os critérios de natureza científica e pedagógica se sobreponham aos critérios de natureza administrativa e burocrática”, defendeu o cabeça de lista do Bloco pelo círculo de Faro.

João Vasconcelos criticou também a “municipalização do ensino”, considerando que ela “levará ainda mais à degradação das escolas públicas, ao controlo burocrático dessas mesmas escolas e permitirá o controlo arbitrário de seleção do pessoal docente e não docente e promoverá uma desresponsabilização do Estado não só em relação ao financiamento dessas escolas, mas também da sua responsabilidade em relação à Escola Pública”.

João Vasconcelos defendeu ainda uma “mobilidade facilitada no Algarve”, considerando que as portagens no Algarve são “uma catástrofe e um crime económico”.

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