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Bloco acusa coligação de direita de ter medo do debate

Catarina Martins afirma que os debates televisivos estavam acordados, segundo a lei que foi feita por PSD e CDS, acusa a coligação de apresentar uma “desculpa esfarrapada de quem tem medo do debate” e aponta: a lei deve ser cumprida.
acusa a coligação de apresentar uma “desculpa esfarrapada de quem tem medo do debate” e aponta: a lei deve ser cumprida

“A lei sobre a cobertura da campanha eleitoral foi alterada e foi alterada por iniciativa do PSD e do CDS que aprovaram na Assembleia da República uma nova lei. Essa nova lei obriga a que exista um debate entre todas as candidaturas que têm representação no órgão para a qual é feita a campanha eleitoral”, lembrou a porta-voz do Bloco de Esquerda em declarações à comunicação social.

Catarina Martins apontou também que “no dia 5 de agosto, as televisões enviaram um mail aos partidos” dando conta do acordado: “Um debate em canal aberto nas três televisões entre as quatro candidaturas [Portugal à frente, Partido Socialista, CDU e Bloco de Esquerda] que se apresentam às eleições legislativas”.

“Agora, a coligação aparece a dizer algo que é novo, que é contra a lei, e que é uma desculpa esfarrapada de quem tem medo do debate, porque sabe que anda a reescrever o que fez e não apresenta uma única conta sobre o que quer fazer para o país. Agora, a coligação vem dizer que não faz o debate entre as quatro candidaturas, porque o debate terá que incluir Paulo Portas, como se os mesmos que foram oradores no Pontal fossem agora candidaturas diferentes”, acusou a porta-voz do Bloco.

“O Bloco de Esquerda nunca pôs nenhum obstáculo a que Paulo Portas participasse nos frente a frente e eu aceitei fazer uma frente a frente com Paulo Portas”, salientou Catarina Martins.

Sublinhando que “o Bloco de Esquerda não se furtou a nenhum dos debates e acordou com todos os outros partidos um debate a quatro”, Catarina Martins realçou de novo que “a lei foi feita pela direita” e apontou que “se não a cumprir será a primeira vez que não há um debate plural na democracia portuguesa”.

“Maior asfixia democrática não existe, maior atropelo à democracia não existe e maior retrocesso não pode existir do ponto de vista do que é o esclarecimento da opinião pública. A lei exige um debate entre todas as candidaturas e esse debate foi acertado”, acentuou ainda a porta-voz do Bloco de Esquerda.

Catarina Martins afirmou ainda “que todos os partidos e mesmo a própria comunicação social devem ter uma postura de exigência democrática que é que a lei seja cumprida para esclarecimento da população durante a campanha eleitoral”.

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