You are here

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses acusa governo de “chantagem”

Depois das regiões de Lisboa e Alentejo, os enfermeiros cumprem esta quinta-feira o terceiro dia de greve no Algarve, em protesto contra a falta de profissionais e os baixos ordenados. SEP acusa ainda ministro da Saúde, Paulo Macedo, de “mentir e querer aldrabar os dados” quando diz que “os dados da greve são errados”.
Foto de João Manuel Ribeiro/Lusa - arquivo.

“O anúncio da referida suspensão da negociação é uma mistificação e uma chantagem porque neste mês de agosto não estão a decorrer negociações e, do que estamos a negociar, tem a ver apenas com um instrumento que se chama Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que visa harmonizar as condições laborais, económicas, salariais dos enfermeiros com contrato individual de trabalho”, afirmou o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), José Carlos Martins, em declarações à agência Lusa à porta do serviço de Urgência do Hospital de Portimão.

Segundo o dirigente sindical, os enfermeiros mantêm a intenção de comparecer na reunião marcada para setembro, já que não receberam qualquer informação formal sobre a suspensão do diálogo. Acresce que, e segundo frisou José Carlos Martins, as greves desta semana foram marcadas “precisamente para que o ministério apresente contrapropostas de revisão da grelha salarial”.

“Há uma série de problemas para os quais temos propostas e o ministério não apresentou contrapropostas. Das oito, apresentou uma proposta relativamente a uma matéria que é o ACT e o sindicato vai apresentar a sua contraproposta e vai naturalmente comparecer à reunião que está agendada para setembro”, sublinhou.

O sindicalista lamentou que na reunião negocial de 27 de julho não tivessem sido apresentadas “soluções e propostas das várias questões” em cima da mesa e acusou o ministro da Saúde, Paulo Macedo, de “mentir e querer aldrabar os dados” quando diz que “os dados da greve são errados”.

“Nós aguardamos que o Ministério da Saúde apresente as devidas contrapropostas e outras soluções. Se isso não vier a acontecer naturalmente que vamos ampliar a greve e eventualmente radicalizá-la. Tudo estará em cima da mesa. Outras formas de luta, mais dias de greve. Tudo estará sempre nas mãos do ministério”, assegurou.

De acordo com o sindicato, até ao meio da manhã desta quinta-feira, a adesão à greve no Algarve atingiu os os 62% em Faro e os 100% no Serviço de Urgência Básica de Albufeira e nos centros de saúde de Castro Marim, São Brás de Alportel, Quarteira e Almancil.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Sociedade
(...)