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Presidentes-executivos do PSI 20 ganham 30 vezes mais do que trabalhadores

Em 2014, remuneração média dos CEO ultrapassou os 660 mil euros. Custo médio com cada trabalhador foi de 22,2 mil euros. Na Jerónimo Martins e na Sonae, a remuneração dos presidentes-executivos foi superior em 60 e 55 vezes, respetivamente. Bloco propõe combate às remunerações globais abusivas.
Pedro Soares dos Santos, Presidente do Conselho de Administração e Administrador-Delegado da Jerónimo Martins, e o seu pai, Alexandre Soares dos Santos, que deixou de ser CEO da sociedade a 1 de novembro de 2013. Foto de Tiago Petinga, Lusa.

Os presidentes-executivos das empresas cotadas no PSI 20 auferiram, em 2014, uma remuneração média superior a 660 mil euros, um valor que ultrapassa em trinta vezes a média dos custos por trabalhador, segundo cálculos avançados pelo Diário Económico.

Em empresas como a Jerónimo Martins e a Sonae, a disparidade entre a remuneração dos CEO e os custos com pessoal é ainda maior devido não só aos salários diminutos como também ao recurso significativo aos contratos de tempo parcial. Nestas duas empresas, a remuneração dos presidentes-executivos foi superior em 60 e 55 vezes, respetivamente.

É de referir que o Diário Económico incluiu a remuneração bruta total paga aos CEO, excluindo, contudo, a remuneração variável que só venha a ser efectuada no médio prazo. Já no que respeita ao custo médio com cada trabalhador, o jornal dividiu os custos com pessoal totais - incluindo salários brutos, contribuições para fundos de pensões e planos de saúde -, descontando custos com pessoal extraordinários referentes a reestruturações.

Bloco propõe combate às remunerações globais abusivas

No Manifesto Eleitoral para as Eleições Legislativas 2015, o Bloco propõe o combate às remunerações globais abusivas de administradores, gestores e outros de alta direção, através da introdução de limitações à desigualdade de retribuição nas empresas.

A porta-voz do Bloco, Catarina Martins, refutou o argumento de que os salários milionários servem para premiar os melhores gestores, referindo que os países onde a desigualdade salarial é menor não são vítimas de fuga de quadros. A dirigente bloquista deu o exemplo do ex-presidente da PT, Zeinal Bava, que levou a “empresa ao charco e foi premiado como gestor exemplar”.

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