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Trabalhadores da Soares da Costa em greve de zelo

Operários da obra de ampliação de um hotel no Porto suspendem o trabalho porque não receberam o salário de julho nem o 13º e porque querem esclarecimentos diante da indefinição sobre o futuro da empresa.
Empresa tem 97 anos de atividade
Empresa tem 97 anos de atividade

Cerca de 30 operários da Soares da Costa que trabalham nas obras de ampliação de um hotel no Porto iniciaram esta quinta-feira uma greve de zelo até que lhes paguem pelo menos metade dos salários em atraso.

"Esta é única obra que empresa tem. Os trabalhadores estão parados em greve de zelo enquanto a empresa não apresentar, no mínimo, 50% do que deve", disse à agência Lusa o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro.

O sindicalista vai pedir à Soares da Costa que explique "o que está a acontecer e qual é o futuro da empresa", observando que a Soares da Costa gasta "por mês, mais de 250 mil euros com trabalhadores na inatividade", cerca de 300 que estão "há mais de um ano em casa sem trabalhar".

"Por um lado é de louvar: pagar aos trabalhares que estão em casa sem trabalhar. Mas ninguém quer estar parado. As empresas só têm vida se produzirem", sublinhou Albano Ribeiro.

Já foi a maior construtora

A Soares da Costa é uma empresa com 97 anos de atividade e "já teve sete mil funcionários e já foi a maior construtora", apontou o sindicalista.

No passado dia 30, a Comissão de Trabalhadores da Soares da Costa anunciou ter sido informada pela administração que não havia "ainda previsão" de pagamento dos salários de julho, mas que esperava liquidar em breve os ordenados em atraso dos trabalhadores em Angola.

Dois dias antes, o Sindicato da Construção anunciara ter obtido garantias da Soares da Costa do pagamento, esta semana, de um dos dois meses de salários em atraso em Angola e da suspensão do processo de despedimento coletivo em Portugal.

400 em Angola não recebem desde maio

Segundo Albano Ribeiro, há cerca de 400 trabalhadores portugueses da Soares da Costa em Angola e que não recebem ordenado desde maio. Estes trabalhadores ameaçaram queimar os camiões e contentores onde dormem em protesto pela reposição dos pagamentos devidos.

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