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Lucros das empresas do PSI 20 sobem 70% em tempo de crise

Num país assolado pelo desemprego e precariedade, as maiores empresas cotadas em bolsa ampliaram os seus lucros em 70% no primeiro semestre de 2015, face ao mesmo período de 2014.

Mais de metade das empresas do PSI20 já divulgou as contas do primeiro semestre de 2015, que ultrapassam as projeções mais otimistas. As 11 cotadas atingiram um lucro acumulado de 1,65 mil milhões de euros, o que representa um acréscimo de 70% face ao mesmo período do ano passado, o equivalente a 687 milhões de euros.

No que respeita à banca, Millenium BCP e BPI lucraram com a dívida pública. O BCP alcançou os 508 milhões em ganhos com operações financeiras, dos quais cerca de 386 milhões eram dívida pública portuguesa. O banco registou um resultado líquido de 240,7 milhões de euros, face ao prejuízo de 62,2 milhões de euros apurado em igual período do ano passado.

Já o BPI passou de perdas de 106,6 milhões para números positivos de 76,2 milhões.

Excluindo os resultados dos bancos, os lucros subiram 17% no primeiro semestre para 1,33 mil milhões de euros.

A Galp e a Altri foram as empresas que registaram uma melhoria dos resultados mais significativa.

No que respeita à petrolífera, os seus lucros mais do duplicaram, subindo 195 milhões para 310 milhões de euros, mais 39 milhões que o estimado.

Já a Altri quase quadruplicou o lucro, que ascendeu a 50,2 milhões de euros.

O resultado da REN aumentou 29% para 58,3 milhões de euros.

A EDP, por outro lado, viu o seu lucro diminuir 47 milhões para 587 milhões de euros. Para além da empresa eléctrica, apenas a EDP Renováveis e a Impresa tiveram lucros mais baixos do que os obtidos em 2014.

A recuperação dos lucros das cotadas superou todas as expectativas, sendo 20% superior à média das estimativas dos analistas.

"A tendência de evolução dos lucros das empresas do PSI 20 tem sido globalmente favorável, superando inclusive as projecções iniciais mais optimistas que apontavam para um crescimento pouco acima de duplo dígito", avançou o analista do BiG, João Lampreia, ao Diário Económico.

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