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Bloco apresentou mandatário da candidatura em Coimbra

A apresentação do gestor cultural Pedro Rodrigues como mandatário da lista encabeçada por José Manuel Pureza fez-se ao lado da Direção Regional de Cultura do Centro. “Há uma geração inteira de gente nova que é incentivada a não ser artista porque, pura e simplesmente, essa não é uma profissão viável neste país”, criticou o mandatário.
José Manuel Pureza e Pedro Rodrigues na apresentação do mandatário distrital da candidatura do Bloco em Coimbra.

Pedro Rodrigues acompanha há década e meia o trabalho do grupo de teatro Escola da Noite, onde é  coordenador de produção. O forte desinvestimento por parte do Estado na cultura em Portugal foi um dos pontos fortes do seu discurso enquanto mandatário da lista do Bloco em Coimbra para as legislativas de 4 de outubro.

“Entre 2009 e 2013, os apoios à criação artística da Direção-Geral das Artes caíram 41%. Na Região Centro essa quebra foi ainda mais grave, chegando praticamente aos 50%”, denunciou Pedro Rodrigues, chamando a atenção para os efeitos desastrosos: “companhias a fechar, gente – muita gente – a emigrar ou a mudar de vida, teatros que nos custaram muito a construir fechados ou a funcionar a meio gás, cinema português parado ou financiado por governos estrangeiros, bibliotecas e centros de documentação estagnados, museus públicos a disfarçar a falta de recursos explorando estagiários e desempregados”.

Ao lado do candidato José Manuel Pureza, o mandatário lembrou “a diferença que fez a sua voz” no mandato parlamentar entre 2009 e 2011, “quando denunciou o que se passava com o Metro Mondego, quando desmascarou o deficit democrático do Tratado de Lisboa ou quando recusou branquear a responsabilidade de Israel nos crimes contra a humanidade, em Gaza”.

“Sabemos como rejeita o cinismo e como insiste em ser, enquanto político e figura pública, exatamente aquilo que é enquanto pessoa, enquanto professor, enquanto amigo ou conhecido de tantas e tantos de nós”, destacou Pedro Rodrigues, num discurso em que também evocou a solidariedade com os jovens angolanos detidos em junho por tentarem organizar uma manifestação pacífica em Luanda.

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