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“Nem mais um sacrifício pelo euro”, defende o Bloco de Esquerda

Catarina Martins apresentou este domingo as conclusões da reunião da Mesa Nacional do Bloco. A situação política europeia foi o tema forte da reunião, que também serviu para concluir o processo de ratificação das listas de candidatos.
Foto Paulete Matos.

“Dissemo-lo e escrevemo-lo na campanha das europeias, na última Convenção e no atual manifesto eleitoral: Nem mais um sacrifício pelo euro. Quanto um país tem de escolher entre ser um Estado viável ou o euro, deve escolher ser um Estado viável”, afirmou a porta-voz bloquista na conferência de imprensa.

“Face à estrutura da União Europeia, face à brutal chantagem alemã e face à desistência dos Partidos Socialistas que têm apoiado na Europa a linha alemã, qualquer governo que queira romper com a austeridade e defender a população do seu país, deve estar preparado para todas as consequências, incluindo o rompimento com a união monetária”, prosseguiu Catarina Martins, apresentando a declaração política aprovada na reunião sobre as consequências da cimeira europeia que abriu caminho ao terceiro memorando para a Grécia.

“O governo grego não estava preparado para esse rompimento”, afirmou a porta-voz do Bloco, defendendo que “a austeridade nunca é caminho e o caminho que está a ser imposto à Grécia só levará a mais destruição”. Reafirmando ”a solidariedade e camaradagem de sempre com a luta de todos os que na Grécia se levantam contra a austeridade”, Catarina Martins sublinhou que o caminho percorrido nos últimos meses “pôs no centro da discussão a restruturação da dívida”. E lembrou que “há quatro anos, quando o Bloco defendeu que o que era preciso não era a troika mas a restruturação da dívida, diziam-nos que era uma palavra proibida”.

Bloco nas legislativas com mais mulheres e jovens a encabeçar candidaturas

Concluído o processo de ratificação das listas às legislativas, Catarina Martins começou por sublinhar “o grande número de independentes” em todas as candidaturas. “Temos quatro distritos do interior encabeçados por independentes – Bragança, Portalegre, Viseu e Guarda”, assinalou.

O número de candidatas a encabeçar listas é o maior da história do Bloco “em distritos tão importantes como Porto, Lisboa e Setúbal, para além de Beja e Castelo Branco e nos círculos da Europa e Resto do Mundo”, sublinhou Catarina Martins, destacando que o Bloco de Esquerda apresenta cabeças de lista com menos de 30 anos “em distritos fortes e em mais distritos do que nunca: Lisboa, Setúbal, Aveiro e no círculo de emigração”.

“O importante é que no dia 4 de outubro se diga a Pedro Passos Coelho que o seu tempo acabou”

A porta-voz do Bloco comentou ainda as declarações dos líderes da direita política sobre a necessidade de maiorias absolutas.“Os votos, ninguém é dono deles. A democracia em Portugal não é tutelada. O importante é que no dia 4 de outubro se diga a Pedro Passos Coelho que o seu tempo acabou”, defendeu.

“Portugal precisa de um governo que defenda o interesse público, que defenda o país na Europa, que lute pelo emprego, pelo salário, pelo futuro e pela dignidade, e que seja intransigente no combate á corrupção. Pedro Passos Coelho, Paulo Portas e Cavaco Silva já demonstraram à exaustão que estão no avesso do que o país precisa”, conclui a porta-voz do Bloco de Esquerda.

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