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Liberdade 2015: Precariado, Alemanha, Trans e luta social em debate

Decorre entre os dias 22 e 26 de Julho o "Liberdade 2015". Um acampamento de jovens organizado pelo Bloco de Esquerda que conjuga debates e formação política, com contra-cultura e vivência social alternativa.
Foto Inês Tavares.

No primeiro dia, destacam-se vários debates que atraíram dezenas de jovens ativistas. Com Mariana Mortágua discutiu-se não apenas o colapso do BES mas também o seu enquadramento no sistema capitalista. Alice Cunha dinamizou o debate sobre as questões da luta pela visibilidade trans e pelo reconhecimento das identidades não normativas. Nelson Peralta e João Camargo debateram a perspetiva ecosocialista como horizonte estratégico da esquerda, enquanto em simultâneo se discutia, com Gonçalo Pessa e Pedro Mendes, “o que se deve fazer com todas as drogas”.

No segundo dia de acampamento, destacaram-se os debates promovidos por José Soeiro sobre as transformações no trabalho, a emergência do precariado e os desafios à luta política e social contra as modernas formas de escravatura laboral, Fernando Rosas sobre a relação histórica da Alemanha com a Europa desde final do século XIX até à moeda única, procurando discutir também que desafios hoje se colocam à esquerda no quadro europeu. Pelo fim da tarde tivemos ainda um workshop de pensamento crítico sobre o pensamento de Daniel Bensaid.

No terceiro dia, Catarina Martins convocou um debate participativo sobre como usar a arte e a cultura como forma de resistência à austeridade. Pela tarde os estudantes e os trabalhadores reuniram-se em plenário para responder aos desafios concretos da luta social nos seus locais de vivência quotidiana. E pela tarde João Oliveira dinamizou um workshop de pensamento crítico sobre Judith Butler, enquanto Francisco Louçã discutiu o estado da “desunião europeia” e as suas implicações para a esquerda.

Os vários dias do campo foram ainda preenchidos com uma forte componente de contra-cultura, com workshops de teatro do oprimido, oficinas de malabares, workshops cosmética caseira, espaços de discussão permanentes sobre as questões LGBT, sessões de cinema com o Espírito 45 ou o Pride e o concerto do MC Riça. Pela noite a festa fez-se com sonoridades feministas e anti-militarista e este sábado com uma festa LGBT.
Amanhã o acampamento continua. E a luta também.

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