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Grécia aprovou novas imposições, desta vez com o apoio de Varoufakis

O segundo pactote de medidas prévias às negociações do terceiro memorando passou no parlamento grego com o voto contra de 31 deputados do Syriza. Yanis Varoufakis, que tinha votado contra o primeiro pacote na semana passada, votou agora a favor, dizendo tratar-se de medidas que ele próprio propõs, embora “em circunstâncias radicalmente diferentes”.
Varoufakis votou a favor do segundo pacote de medidas impostas por Bruxelas. Foto Left.gr

O pacote aprovado na madrugada de quinta-feira continha alterações ao código civil e a transposição da diretiva europeia de resolução bancária. O principal tema invocado pela oposição às medidas nas manifestações em frente à Praça Syntagma era a facilitação dos despejos e leilões das casas por parte dos bancos.

Alexis Tsipras garantiu aos deputados que apesar das mudanças legislativas, nenhuma vítima da crise será despejada da casa onde vive. O compromisso de não despejar as primeiras residências ficou assente durante a tarde numa reunião entre o primeiro-ministro e a presidente da associação de bancos da Grécia.

Por seu lado, a presidente do parlamento denunciou o “violento ataque à democracia” que constituiu a votação deste pacote. Os deputados tiveram acesso às mais de 900 páginas de nova legislação menos de 24 horas antes do voto e em condições de chantagem sobre a eventual bancarrota do país caso não as aprovassem. O pacote acabou aprovado com 230 votos a favor, 63 contra e 5 abstenções, todas de deputados do Syriza.

Zoe Konstantopoulou escreveu a Tsipras e ao Presidente da República para que fizessem chegar esta denúncia aos seus homólogos europeus. “Os ministros estão a ser obrigados a apresentar legislação com a qual não concordam, para que possa ser aprovada por deputados que também não concordam com ela, sob a ameaça de uma bancarrota desordenada”, acusa a presidente do parlamento grego, considerando a situação inaceitável no quadro da União Europeia.

Em frente ao parlamento, milhares de pessoas voltaram a manifestar-se contra a austeridade imposta por Bruxelas à Grécia. O protesto convocado por sindicatos e organizações de esquerda e anarquistas voltou a terminar com incidentes, quando vários jovens entraram no cortejo dos funcionários públicos e atiraram cocktails molotov à polícia. Mas ao contrário da semana passada, desta vez a resposta policial foi mais contida. Apesar disso, o protesto desmobilizou de imediato após os incidentes.  

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